Fenômeno será visível integralmente em uma estreita faixa que passa por Espanha, Islândia, Groenlândia e norte da Rússia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O eclipse solar total mais longo do século está chegando: quando e onde observá-lo? — Foto: Nasa/Nat Gopalswamy RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/07/2026 - 10:03 Eclipse Solar Total Raro Acontece em 12 de Agosto na Europa e Ártico Um raro eclipse solar total ocorrerá em 12 de agosto, visível integralmente em uma estreita faixa que atravessa Espanha, Islândia, Groenlândia e norte da Rússia. O fenômeno transformará o dia em crepúsculo por cerca de dois minutos. Embora o Brasil não possa ver o eclipse, a Europa Ocidental terá a oportunidade singular de assistir ao pôr do sol enquanto o Sol ainda está parcialmente coberto. A expectativa é alta, especialmente na Espanha, que não testemunha um eclipse total há mais de um século. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os olhos de astrônomos e entusiastas do céu estarão voltados para o Hemisfério Norte em 12 de agosto, quando um eclipse solar total cruzará parte da Europa e do Atlântico Norte. O fenômeno, considerado um dos mais impressionantes da astronomia, ocorrerá quando a Lua passar exatamente entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz da estrela por alguns instantes e transformando o dia em uma espécie de crepúsculo. A faixa de totalidade — região onde o Sol ficará totalmente encoberto — atravessará a Groenlândia, a Islândia, o norte da Espanha, uma pequena porção de Portugal, áreas do Oceano Atlântico e o extremo norte da Rússia. No Brasil, o eclipse não será visível. Nas localidades situadas no centro da trajetória da sombra da Lua, a fase de totalidade deverá durar pouco menos de dois minutos e meio. Em grande parte do percurso, porém, o espetáculo será mais curto, com duração inferior a dois minutos. Eclipse solar parcial transforma nascer do sol em crescente na Nova Zelândia 1 de 5 Último eclipse solar de 2025 ocorreu no domingo, 21 de setembro — Foto: AFP 2 de 5 Eclipse solar parcial só foi visível na Nova Zelândia, no Pacífico Sul e na Antártida — Foto: AFP X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 Apenas cerca de 400.000 pessoas testemunharam um eclipse com mais de 70%. — Foto: AFP 4 de 5 Maior cobertura de eclipses foi visível apenas na Antártida, onde eclipses de até 86% foram registrados — Foto: AFP X de 5 Publicidade 5 de 5 Durante um eclipse solar total, a Lua cobre completamente o Sol, deixando apenas a coroa — Foto: AFP Último evento do ano foi visível também no Pacífico Sul e Antártida Mesmo fora da faixa de totalidade, milhões de pessoas poderão acompanhar o fenômeno de forma parcial. O eclipse será visível em diferentes intensidades em boa parte da Europa, no norte dos Estados Unidos, no Canadá e em regiões do noroeste da África, onde apenas uma parte do disco solar será encoberta. Um dos aspectos que tornam o evento deste ano especialmente aguardado é o horário em que ocorrerá em parte da Europa Ocidental. Em países como a Espanha, o eclipse coincidirá com o fim da tarde, permitindo que o Sol se ponha enquanto ainda estiver parcialmente coberto pela Lua — uma combinação considerada rara por astrônomos. A expectativa é particularmente grande entre os espanhóis. O país voltará a presenciar um eclipse solar total pela primeira vez em mais de um século, o que já mobiliza cidades localizadas na faixa de totalidade para receber turistas, fotógrafos e observadores vindos de diferentes partes do mundo. O fenômeno ocorre porque, apesar de ser cerca de 400 vezes menor que o Sol, a Lua também está aproximadamente 400 vezes mais próxima da Terra. Essa coincidência faz com que os dois astros aparentem ter praticamente o mesmo tamanho no céu, permitindo que o satélite natural cubra completamente o disco solar quando o alinhamento é preciso. Embora eclipses solares totais aconteçam, em média, a cada cerca de 18 meses em algum ponto do planeta, eles são eventos raros para uma mesma região. Em muitos lugares, o intervalo entre duas passagens da sombra da Lua pode ultrapassar três séculos.