PUBLICIDADE Uso de filtros certificados é indispensável para evitar queimaduras na retina 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Imagem ilustrativa de um eclipse solar total — Foto: Pexels RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/07/2026 - 07:19 Cuidados essenciais para proteger a visão durante eclipse solar em agosto O eclipse solar de 12 de agosto, visível em parte da Europa, norte da África e Atlântico Norte, exige cuidados especiais para proteção ocular. Especialistas destacam a importância de usar óculos certificados para eclipses, que bloqueiam a radiação solar e evitam danos irreversíveis à visão. Equipamentos ópticos também precisam de filtros adequados. Durante a totalidade, é seguro retirar a proteção, mas somente nesse curto período. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Marcado para o dia 12 de agosto, o eclipse solar que cruzará parte da Europa, do norte da África e do Atlântico Norte promete atrair milhares de observadores. Mas o espetáculo astronômico também exige cuidados. Especialistas alertam que olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada, mesmo durante um eclipse parcial, pode provocar lesões permanentes na retina e comprometer a visão de forma irreversível. Segundo o astrofísico Pedro Machado, comissário nacional para o Eclipse do Sol 2026 em Portugal, a observação deve ser feita exclusivamente com óculos certificados para eclipses, capazes de bloquear praticamente toda a radiação solar. Esses filtros reduzem a intensidade da luz a níveis seguros para os olhos. "Se olhar para o Sol, tem de usar os óculos o tempo todo", afirmou o pesquisador durante um evento em Bragança. A recomendação vale também para equipamentos ópticos, como câmeras fotográficas, binóculos e telescópios. Sem filtros solares específicos instalados na parte frontal desses aparelhos, a luz concentrada pode não apenas danificar os equipamentos, como causar queimaduras graves na retina em poucos segundos. Especialistas ressaltam que óculos escuros comuns, películas improvisadas, chapas de raio X ou vidros fumê não oferecem qualquer proteção contra a radiação solar. Eclipse solar parcial transforma nascer do sol em crescente na Nova Zelândia 1 de 5 Último eclipse solar de 2025 ocorreu no domingo, 21 de setembro — Foto: AFP 2 de 5 Eclipse solar parcial só foi visível na Nova Zelândia, no Pacífico Sul e na Antártida — Foto: AFP X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 Apenas cerca de 400.000 pessoas testemunharam um eclipse com mais de 70%. — Foto: AFP 4 de 5 Maior cobertura de eclipses foi visível apenas na Antártida, onde eclipses de até 86% foram registrados — Foto: AFP X de 5 Publicidade 5 de 5 Durante um eclipse solar total, a Lua cobre completamente o Sol, deixando apenas a coroa — Foto: AFP Último evento do ano foi visível também no Pacífico Sul e Antártida Outra orientação é evitar observar o fenômeno continuamente. Mesmo utilizando filtros certificados, o ideal é alternar breves períodos de observação com pausas. Apenas nas regiões onde o eclipse será total é seguro retirar os óculos durante a fase de totalidade, quando a Lua cobre completamente o disco solar. Fora desse curto intervalo, a proteção deve permanecer durante toda a observação. O eclipse de 12 de agosto terá uma estreita faixa de totalidade que passará por áreas da Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal. Em território português, apenas pequenas localidades próximas à fronteira nordeste deverão registrar a ocultação completa do Sol, enquanto o restante do país verá um eclipse parcial. Na Espanha, cidades do norte também estarão entre os locais privilegiados para acompanhar a totalidade. Além do escurecimento temporário do céu, o fenômeno pode provocar mudanças perceptíveis no ambiente, como queda da luminosidade, redução da temperatura, alteração na intensidade dos ventos e o aparecimento das chamadas sombras crescentes sob árvores, quando pequenos espaços entre as folhas projetam dezenas de imagens do eclipse no chão. Durante a totalidade, também é possível observar a coroa solar, camada mais externa da atmosfera do Sol normalmente ofuscada pelo brilho da estrela. Os eclipses solares totais são relativamente raros em um mesmo local. Em Portugal, o último ocorreu em 1912 e, após o evento deste ano, outro fenômeno semelhante só deverá voltar a cruzar o país daqui a mais de um século. Já em 2027, um novo eclipse total poderá ser observado em partes do sul da Espanha e do norte da África, atraindo novamente turistas, astrônomos e entusiastas do fenômeno.