O presidente da Fifa, Gianni Infantino, voltou a ser alvo de críticas nesta segunda-feira, após a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) divulgarem uma carta conjunta na qual afirmam que o futebol "não pertence a nenhum indivíduo". As três confederações também acusaram a entidade de ter cometido uma "falha de julgamento" e provocado uma ruptura de confiança com suas instituições. "A liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de conservar —ou exigir— o poder para si mesmo", escreveram as entidades. Na sequência, Uefa, Concacaf e AFC afirmaram que a autoridade confiada a dirigentes pode ser perdida quando há quebra de confiança. "Quando a confiança é rompida por meio de engano, quando um indivíduo se coloca acima do coletivo que lhe confiou a autoridade, esse dever foi abandonado", acrescentaram as confederações. Veja imagens da final da Copa do Mundo 2026 1 de 20 O meio-campista espanhol número 16, Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: JUAN MABROMATA / AFP 2 de 20 Yamal e seu irmão Keyne brincando com a rede do gol da final da Copa do Mundo — Foto: FRANCK FIFE / AFP X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Messi observa festa da Espanha após Argentina perder final da Copa do Mundo — Foto: Lars Baron / Getty Images via AFP 4 de 20 Keyne Yamal no telão do jogo entre Espanha e Bélgica, nas quartas de final da Copa do Mundo — Foto: David Ramos/Getty Images/AFP X de 20 Publicidade 5 de 20 Messi e Cubarsí na final da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Carl Recine/Getty Images/AFP 6 de 20 Messi chora com a medalha de prata após a Argentina perder a final da Copa para a Espanha — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP X de 20 Publicidade 7 de 20 Keyne Yamal no campo da final com a taça da Copa do Mundo — Foto: MAURO PIMENTEL / AFP 8 de 20 Dani Olmo e companheira comemoram título da final da Copa — Foto: FRANCK FIFE / AFP X de 20 Publicidade 9 de 20 'Eles foram melhores', admite Scaloni após derrota da Argentina na final da Copa do Mundo — Foto: Carl Recine/Getty Images/AF 10 de 20 Messi com a medalha de prata após derrota da Argentina para Espanha na final da Copa — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP X de 20 Publicidade 11 de 20 Rodri durante final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina — Foto: Justin Setterfield / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 12 de 20 O meio-campista espanhol número 16, Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: JUAN MABROMATA / AFP X de 20 Publicidade 13 de 20 Ferran Torres marcou o gol da Espanha na final da Copa — Foto: David Ramos / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 14 de 20 O atacante espanhol nº 17 Nico Williams (E) chuta para marcar um gol passando pelo goleiro argentino nº 23 Emiliano Martinez, antes do gol ser anulado por uma falta na jogada, durante a final da Copa do Mundo de Futebol de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: PAUL ELLIS / AFP X de 20 Publicidade 15 de 20 Rodri, da Espanha, carrega a bola diante dos marcadores da Argentina, na final da Copa — Foto: Kevin C. Cox/Getty Images/AFP 16 de 20 Lamine Yamal, camisa 19 da Espanha, domina a bola durante a partida da final da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Espanha e Argentina, no New York New Jersey Stadium, em 19 de julho de 2026, em East Rutherford, Nova Jersey. — Foto: Kevin C. Cox/Getty Images/AFP X de 20 Publicidade 17 de 20 Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na final da Copa do Mundo — Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP 18 de 20 Enzo Fernández é expulso na final da Copa do Mundo após dura falta em Cubarsí — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 20 Publicidade 19 de 20 Lionel Messi, da Argentina, na final da Copa do Mundo, diante da Espanha — Foto: JUAN MABROMATA / AFP 20 de 20 Emiliano Martínez, da Argentina, na final da Copa contra a Espanha — Foto: ANGELA WEISS / AFP X de 20 Publicidade Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 e conquistou seu bicampeonato Na chamada "carta aberta à família do futebol", as confederações também criticaram a falta de transparência na condução da Fifa. "Há silêncio onde deveria haver responsabilidades, distância onde deveria haver transparência. Essas não são as qualidades que o futebol merece encontrar em sua liderança", denunciaram. Confederações rejeitam explicações da Fifa Uefa, Cocacaf e AFC afirmaram não estar satisfeitas com as "desculpas" apresentadas pela Fifa na quarta-feira, após uma reunião de emergência em Rabat sobre a polêmica envolvendo o projeto de privatização da entidade. Na ocasião, a Fifa também manifestou "pleno apoio" a Infantino. Segundo as três confederações, a carta enviada pela Fifa às 211 federações-membro apresentou o episódio como uma falha de comunicação, mas a avaliação das entidades foi diferente. — Apresenta isso como uma falha de comunicação, quando o que o futebol testemunhou foi uma falha de julgamento — afirmaram. As entidades também classificaram o episódio como uma "ruptura fundamental da confiança nas próprias instituições às quais a Fifa existe para servir". A Fifa voltou a se manifestar no sábado e denunciou "um esforço coordenado e contínuo por parte de alguns para enfraquecê-la e enfraquecer seu presidente". Projeto de privatização desencadeou crise Um dia antes, o jornal britânico Telegraph publicou que Infantino, secretário-geral da Uefa entre 2009 e 2016, teria usado seu poder para garantir a promoção de uma funcionária da entidade com quem mantinha uma relação íntima. A crise começou no fim de julho, com a revelação do controverso projeto de abertura da Fifa a investidores privados. A proposta foi posteriormente abandonada. As três confederações afirmaram que a disputa não está relacionada à busca por recursos financeiros. — Não se trata de dinheiro. As confederações já pediram uma distribuição responsável das vastas reservas existentes da Fifa com o objetivo de reforçar ainda mais o investimento no desenvolvimento das federações-membro — explicaram os presidentes e secretários-gerais das entidades. A Uefa, principal voz nas críticas a Infantino, manteve na quinta-feira a ameaça de boicotar as Copas do Mundo. Para a confederação europeia, a simples retirada do projeto de privatização não foi suficiente para encerrar a crise.