Faltam cerca de US$ 4 trilhões por ano para financiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nos países em desenvolvimento.
O cálculo da ONU abre o estudo que Isabel Rocha de Siqueira, Enzo Cosenza e Luis Ehl, do Brics Policy Center da PUC-Rio, publicaram em julho sobre a crise do financiamento ao desenvolvimento. Países que se orgulham de serem confiáveis e previsíveis têm faltado com a palavra.
A Agenda de Ação de Adis Abeba reafirmou, em 2015, o compromisso dos países chamados desenvolvidos de destinar 0,7% de sua renda nacional bruta à assistência oficial ao desenvolvimento. A mesma meta entrou explicitamente no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 17. Em 2025, porém, a contribuição efetiva correspondeu a apenas 0,26% da renda nacional bruta desses países.
Pessoas chegam ao aeroporto internacional de Acra, em Gana, enquanto o país repatria centenas de seus cidadãos da África do Sul após episódios de violência contra migrantes de outros países da África Subsaariana, em meio a uma onda de protestos contra a imigração - Francis Kokoroko - 27.mai.26/Reuters
Há uma razão histórica para os acordos. Parte da riqueza acumulada pelos países desenvolvidos foi produzida por séculos de colonialismo, escravização, exploração de recursos em sociedades que hoje enfrentam pobreza, endividamento e eventos climáticos extremos com muito menos condições.








