O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou ao jornal Clarín que a Argentina precisa "parar com as agressões" contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que as relações entre os dois países se normalizem.

Em longa entrevista ao diário argentino, o chanceler brasileiro afirmou que as relações entre Brasil e Argentina foram rebaixadas "devido às agressões do presidente argentino [Javier Milei] não apenas contra pessoas, mas contra o Brasil, as instituições brasileiras, os Poderes e o ministro do Supremo que teve papel fundamental para impedir um golpe militar e punir os culpados".

Vieira ressaltou que "Milei não fez isso uma única vez, mas em várias ocasiões em menos de uma semana, a primeira delas na convenção" do PL, que faz oposição ao governo. "As imagens daquele evento, aquela atitude do presidente argentino, com palavras graves, foram algo surpreendente para brasileiros e argentinos. Algo espantoso, que depois ele repetiu outras vezes."

Na semana passada, como revelou a Folha, o Itamaraty informou ao embaixador argentino, Guillermo Daniel Raimondi, que ele poderia voltar para Buenos Aires, já que o governo passaria a fazer tratativas apenas com o encarregado de negócios argentino em Brasília. A saída de Raimondi do Brasil estava prevista para este domingo (9).