Ministro das Relações Exteriores concedeu entrevista ao jornal argentino Clarín neste domingo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mauro Vieira pede que Argentina pare agressões contra Brasil para normalizar relações — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que a Argentina precisa interromper as agressões contra o Brasil para normalizar as relações entre os dois países. A declaração foi dada em entrevista ao jornal argentino Clarín neste domingo. O chanceler classificou como graves as ofensas feitas pelo presidente argentino, Javier Milei. A crise diplomática entre Brasil e Argentina se agravou após Milei participar da convenção nacional do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Milei criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Depois, durante entrevista à emissora local LN+, Milei voltou aos ataques. Chamou Lula de “ladrão” e “corrupto”. Na ocasião, Milei rejeitou as críticas feitas pelo governo brasileiro. Na entrevista deste domingo, Vieira disse que a “Argentina precisa valorizar a relação com o Brasil da mesma maneira que o Brasil a valoriza com a Argentina”. O chanceler destacou ao jornal argentino que “é necessário interromper imediatamente esse tipo de agressão e trabalhar pela relação bilateral, que é tão importante”. Vieira disse que a relação entre os dois países é primordial. "Essas ofensas foram muito graves. Portanto, é preciso preservar essa relação, suspender as agressões e retomar o caminho da normalidade no vínculo bilateral", afirmou. O chanceler destacou que a relação entre Brasil e Argentina “chegou ao ponto de ser administrada por encarregados de negócios devido às agressões não apenas contra pessoas por parte do presidente argentino, mas também contra o Brasil, as instituições brasileiras, os Poderes e o responsável pelo Supremo, que teve um papel fundamental para impedir um golpe militar e punir os responsáveis”. "E o presidente Milei não fez isso apenas uma vez, mas várias vezes em menos de uma semana. A primeira de todas foi na convenção do Partido Liberal. Foi um fato surpreendente para brasileiros e argentinos, pelas imagens daquele ato e pela atitude do presidente argentino, com palavras graves... algo impressionante, que depois ele repetiu outras vezes. O mais importante é ressaltar que a relação entre Argentina e Brasil é muito importante e superior a quem estiver no poder em determinado momento", destacou Vieira ao Clarín. O chanceler chamou de “falsa” a acusação feita por Milei de que o Brasil teria financiado uma campanha internacional contra a Argentina após a visita do ex-ministro da Economia Sergio Massa ao Brasil. Para Vieira, a viagem teve como objetivo discutir apenas assuntos relacionados às pastas econômicas. Ele disse ainda que o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, retornará à Argentina após “cessarem as condições que levaram à sua saída”.
Mauro Vieira pede que Argentina pare agressões contra Brasil para normalizar relações
Ministro das Relações Exteriores concedeu entrevista ao jornal argentino Clarín neste domingo












