Eleições 2026

O Ministério Público Eleitoral defendeu que a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP), conhecida por realizar uma encenação de ‘blackface‘ na Assembleia Legislativa de São Paulo, seja impedida de usar o sobrenome do ex-presidente Jair Bolsonaro nas urnas nas eleições deste ano. A manifestação foi apresentada na sexta-feira 7 pelo procurador regional Paulo Taubemblatt.

Fabiana, cujo nome civil é Fabiana de Lima Barroso Souza, não tem o sobrenome Bolsonaro e não é parente do ex-presidente, segundo os documentos apresentados no processo. Para o órgão, portanto, a escolha pode confundir o eleitor e fazer com que votos destinados a candidatos da família Bolsonaro acabem com a deputada.

“Trata-se, portanto, de nome de urna capaz de estabelecer dúvida quanto à identidade da candidata”, afirma Taubemblatt. O procurador também diz que o uso de “Bolsonaro” pode provocar “migração de votos e causar desequilíbrio no pleito”.

Não é a primeira vez que Fabiana tenta disputar uma eleição com o sobrenome. Há quatro anos, quando concorreu a uma vaga na Alesp, ela também escolheu “Fabiana Bolsonaro” como nome de urna. Na época, o TRE-SP barrou a escolha e permitiu que ela concorresse com o nome registrado civilmente. Nas urnas, ela acabou usando “Fabiana B.”.