Eleições 2026

A Bancada Feminista do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo apresentou à Justiça Eleitoral, na terça-feira 11, um pedido de impugnação do registro de candidatura da deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP). A representação argumenta que a parlamentar cometeu falsidade ideológica eleitoral em função das declarações de cor/raça nos últimos pleitos.

Há seis anos, quando concorreu ao cargo de vice-prefeita de Barrinha, município da Região Metropolitana de Ribeirão Preto (SP), a deputada se declarou branca ao Tribunal Superior Eleitoral. Em 2022, disse ser parda e, para o pleito deste ano, voltou a se autodeclarar branca. Para a bancada, a “utilização da condição de pessoa parda, no pleito de 2022, se constituiu um estratagema fraudulento voltado à percepção de benefícios eleitorais vinculados às cotas raciais, e portanto, abuso de poder econômico”.

A ação contra Fabiana Bolsonaro — que, apesar do nome utilizado nas campanhas, não tem parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro — ainda pontua que a autodeclaração racial na ocasião da disputa por uma vaga na Alesp teria rendido quase 1,6 mil reais à parlamentar em recursos originalmente destinados às candidaturas de pessoas negras.