Levantamento mostra que 54% não confiam em plataformas, um dos maiores índices encontrados. Percepção negativa é similar entre diferentes posicionamentos políticos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pesquisa Genial/Quaest apontou que as redes sociais estão entre as três categorias, entre 16 testadas, cujo índice de desconfiança dos brasileiros é menor do que a confiança — Foto: Brendon Thorne/Bloomberg Pesquisa Genial/Quaest sobre a percepção dos brasileiros em relação a diferentes instituições apontou as redes sociais como uma das categorias que nutrem maior desconfiança dos entrevistados. Segundo o levantamento, 54% disseram “não confiar” nas redes, enquanto 44% afirmam “confiar”. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos. Entre as 16 categorias testadas na pesquisa, as redes sociais estão entre as três cujo percentual de desconfiança supera o de confiança. Além das redes, os juízes de futebol e os partidos políticos despertam maior desconfiança do que confiança, de acordo com o levantamento. A confiança nas redes empata com a dos partidos, e só fica numericamente acima do percentual, 41%, dos que confiam em árbitros de futebol, segundo a pesquisa. No caso das redes, o índice de confiança é similar entre as várias faixas de renda, regiões e até entre eleitores com diferentes posicionamentos políticos. No caso dos entrevistados que se identificam como “bolsonaristas”, 53% afirmaram não confiar nas redes, de acordo com a pesquisa, contra 45% que confiam. Entre os eleitores identificados como “lulistas”, a situação é parecida: 52% afirmaram que não confiam nas redes, enquanto 47% confiam. O nível de desconfiança é maior entre eleitores que desaprovam o governo Lula — chega a 57% nesse estrato — do que entre os que aprovam a atual gestão, grupo no qual 51% afirmaram não confiar nas redes. Queda de braço A percepção negativa dos entrevistados sobre as redes sociais ocorre em paralelo a uma queda de braço entre as big techs e governos de diversos países, como o Brasil, sobre o estabelecimento de uma regulação para essas plataformas. Em maio, o governo brasileiro editou decretos que reforçaram a responsabilidade das plataformas de remover conteúdos criminosos, além de obrigá-las a guardar dados de anunciantes pelo prazo de um ano, podendo ser requisitados pelas autoridades para eventuais investigações sobre fraudes. A medida do governo foi alvo de críticas das empresas e da oposição. Neste ano, ao anunciar o novo tarifaço contra exportações brasileiras, o governo dos EUA chegou a citar entre as justificativas uma série de decisões judiciais que atingiram as big techs, em sua maioria empresas americanas — cujos donos vêm mantendo proximidade com a gestão de Donald Trump. O Supremo Tribunal Federal (STF) já bloqueou no país plataformas como o Rumble, além de ter suspendido temporariamente o X, por descumprirem a legislação brasileira. O próprio Trump é um dos fundadores de uma plataforma, a Truth Social. Desde a eleição de 2018, houve também a adoção de uma série de medidas pela Justiça Eleitoral brasileira para coibir a desinformação em redes sociais durante as campanhas políticas. Apesar da alta desconfiança em relação às plataformas, a última pesquisa da Quaest identificou que 35% dos entrevistados se informam sobre política através das redes sociais, mesmo percentual que disse se informar pela TV.
Pesquisa Genial/Quaest: confiança nas redes sociais só não é menor do que em partidos e juízes de futebol
Levantamento mostra que 54% não confiam em plataformas, um dos maiores índices encontrados. Percepção negativa é similar entre diferentes posicionamentos políticos







