Para um ex-executivo da Itapemirim, seria impossível para o grupo manter a posição que teve entre os anos 1970 e 1980, de domínio no mercado de transporte interestadual rodoviário. Mas não precisava terminar "desse jeito".
O "desse jeito" envolve disputas familiares, dívidas, venda simbólica, sucateamento da frota e recuperação judicial tão tumultuada que causou espanto a magistrados. A falência foi decretada em 2022, após a administradora judicial dizer que o cenário era de "terra arrasada".
Mesmo o pedido de falência foi controverso. Credores argumentaram à Justiça que o cenário poderia ser revertido. A briga continua, agora por linhas de transporte de passageiros.
Guichês do braço aéreo da Itapemirim fechados no aeroporto de Guarulhos, na crise de 2021; para Justiça, derrocada da empresa foi chave para a falência do grupo - Bruno Santos-21.dez.21/Folhapress
Criada em 1953, a Itapemirim foi a maior empresa de transporte rodoviário da América Latina e teve frota superior a 2.000 ônibus. Chegou a ter faturamento, corrigido, de R$ 3 bilhões por ano. Em outubro de 2016, o empresário Sidnei Piva, que depois seria afastado pela Justiça, a comprou por R$ 1.









