[RESUMO] Um dos principais livros da literatura mundial, "Cem Anos de Solidão" (1967) foi sempre tido como um romance impossível de adaptar, opinião compartilhada também por seu autor, o colombiano Gabriel García Márquez. É uma surpresa, portanto, que série da Netflix, que chega ao fim neste mês, tenha tantos méritos. Sem tentar competir com o livro, produção é fiel à arquitetura de sua trama e faz escolhas exitosas ao compreeender que, mais que simplesmente uma saga familiar em tom fantástico, o romance é uma reflexão sobre os impasses da América Latina e a passagem do tempo.
Poucos romances parecem tão inseparáveis da imaginação de seus leitores quanto "Cem Anos de Solidão". Na segunda metade da série adaptada do livro, que estreia agora na Netflix, os acontecimentos importam menos do que a sensação de que o tempo passou a girar sobre si mesmo e a repetir-se.
Os muitos José Arcadios e Aurelianos não confundem apenas quem lê. Eles existem para lembrar que cada geração acredita inaugurar uma história nova quando, na verdade, revive paixões, erros e desejos herdados das anteriores.
É essa segunda metade do romance, mais filosófica, mais política e também a mais difícil de adaptar, que chegou agora ao streaming, encerrando a produção baseada na obra máxima do Nobel colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014). Após a primeira leva de oito episódios em 2024, mais sete foram liberados. O oitavo e último dessa segunda parte estará disponível em 26 de agosto.















