Presidente comentou política econômica durante evento alusivo aos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, neste sábado (8), em Taboão da Serra (SP) 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lula em ato do MST em São Paulo, neste sábado — Foto: Reprodução / Redes Sociais O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou um evento alusivo aos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), neste sábado (8), em Taboão da Serra (SP), para dar recados sobre a política econômica do governo. O petista criticou a taxa de juros e as cobranças do mercado financeiro por ajuste fiscal nas contas públicas que, segundo ele, partem de elites que não sabem “cuidar de pobre”. — Quando eu vim para cá de helicóptero, eu vinha comentando com um companheiro da Aeronáutica que estava comigo para ele dar uma olhada na casa dos pobres. Acha que alguém que decide a taxa de juros sabe como que vive esse povo? Não sabe. Ou quando a Faria Lima fica cobrando ajuste fiscal não sei das quantas, eles sabem o que é isso? Eles não têm noção. Porque para eles o pobre é um número, e a diferença é que, pra gente, é um homem e uma mulher — disse o presidente. Ainda que a participação no ato do MTST tenha sido organizada pela Presidência da República e exigido cuidados para não ferir a lei eleitoral, houve menções indiretas às eleições de outubro. Tanto Lula quanto o ministro Guilherme Boulos (PSOL), da Secretaria-Geral da Presidência, pediram para o público comparar a trajetória do petista com a de outros que passaram pelo cargo.] — Eu queria que vocês estudassem no momento da eleição, que vocês pegassem a história do Brasil, de todos os presidentes da República, do marechal Deodoro da Fonseca até a gente chegar em 2003. Por favor, façam isso, para a gente ter a consciência de quem foi o presidente desse país que mais se preocupou com o povo, com aqueles que precisavam de inclusão social. Façam esse estudo, porque está na hora de a gente mostrar a verdade. Boulos, ex-líder do MTST, passou uma lista de empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida, como o Copa do Povo, que estão em obras ou em processo de autorização pela Caixa, mais aqueles em fase de elaboração dos projetos. E alfinetou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “coisa ruim”, pelas mudanças no programa de moradia. — Ele acabou com o Minha Casa, Minha Vida e criou o Casa Verde e Amarela. Aí eu fico me perguntando: alguém aqui já viu uma casa verde e amarela dessa linha? Eu só vi umas agora na Copa do Mundo, que o povo pintou de verde e amarelo. É a única casa verde e amarela que teve, porque ele não fez nenhuma. Durante quatro anos do governo anterior, tivemos zero moradias populares desse país. Só fez pra classe média alta, só deu dinheiro pra especulação imobiliária e para quem tinha. Precisou voltar o Lula pra voltar a atender o povo que precisa — disse. Lula foi apresentado pelo aliado como uma vítima de perseguição política na Lava Jato, por parte de uma "elite econômica implacável". Em mais uma fala direcionada a Bolsonaro, disse que o petista passou 580 dias preso "de cabeça erguida", sem pedir prisão domiciliar nem tentar violar uma tornozeleira eletrônica. -Respeite a história desse cara. Porque aqui a gente tem um nordestino, um pernambucano arretado. Do outro lado, tem um cidadão que não aguenta nem um debate e desmaia. Aqui a gente tem um cara que fez muito pelo Brasil - disse Boulos, lembrando um mal-estar na TV sofrido pelo principal rival de Lula este ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL), quando concorreu ao governo do Rio de Janeiro. Presentes na plateia, os ex-ministros da Fazenda, Fernando Haddad (PT) candidato ao governo de São Paulo, além de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que concorrem ao Senado no estado, foram reverenciados. Ao citar a ambientalista, Lula disse que levaria os dados de desmatamento apresentados ontem para o "meu amigo Trump" para questionar o tarifaço aplicado às exportações brasileiras.
Em evento do MTST, Lula critica Faria Lima e cobranças por ajuste fiscal e pressiona por fim da escala 6x1
Presidente comentou política econômica durante evento alusivo aos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, neste sábado (8), em Taboão da Serra (SP)









