Ministro da Secretaria-Geral da Presidência se reuniu com representantes de centrais sindicais e movimentos populares para discutir mobilização em torno do tema 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência — Foto: Daniel Fagundes/Valor O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, fez um apelo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pautar a votação do fim da escala 6x1 antes das eleições. Segundo ele, que se reuniu com representantes de centrais sindicais e movimentos populares para discutir mobilização em torno do tema, a proposta "é a prioridade" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Leia mais: Boulos disse há "indignação e insatisfação" com a paralisação da discussão no Senado Federal e que Alcolumbre deve colocar o projeto em pauta "como uma demonstração de respeito à classe trabalhadora e ao povo do Brasil que defende o fim da escala 6x1 com redução da jornada de trabalho". Ele afirmou ainda que "ninguém tem o direito de engavetar a liberdade e o direito de descanso do trabalhador brasileiro". O ministro disse que a reunião em São Paulo, nesta sexta-feira (7), foi "de escuta". Porta-vozes de movimentos sindicais e sociais reiteraram que estão preparando manifestações de rua para a próxima semana, quando o Congresso Nacional retoma os trabalhos após o recesso, para um esforço concentrado antes das eleições. "A pauta prioritária do nosso governo neste segundo semestre é aprovar o fim da escala 6x1", afirmou Boulos, defendendo que o governo avance nas articulações e que a sociedade se mobilize para ajudar a "destravar" a discussão. Ele disse, no entanto, que ainda "não houve nenhum compromisso firmado" por Alcolumbre. Segundo o ministro, a principal preocupação é que o Congresso postergue a discussão para depois das eleições, apostando no "esquecimento" do eleitor sobre posições assumidas pelos parlamentares. Boulos relembrou a declaração do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em fevereiro deste ano, de que a oposição deveria "dar a vida" para evitar a votação. A avaliação é que o medo de perda de votos constrange os congressistas a aprovar a matéria e que a eventual aprovação beneficia a campanha de Lula à reeleição. "O cálculo político dele [Valdemar] é: se votar depois da eleição, a direita toda vota contra, porque não paga o preço eleitoral", disse Boulos. Para o ministro, o adiamento da discussão pode levar a uma flexibilização do projeto, com mudanças como um tempo prolongado de transição para as novas regras, o que seria uma "deformação" do fim da escala. "O texto foi fruto de um processo de negociação na Câmara [dos Deputados] muito grande. Já houve inclusive estica e puxa no texto. O que falta é o presidente Davi Alcolumbre jogar para a CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], pautar, aprovar na CCJ e votar no plenário", afirmou. Boulos disse que evitaria "fazer ilações" sobre os motivos para o ritmo dado por Alcolumbre à tramitação. O ministro declarou ainda que a pressão social em torno da pauta é legítima e mostra a vitalidade da democracia. "Ninguém tem que temer mobilização social. A não ser quem queira uma sociedade amordaçada e silenciada. E o papel do governo, no caso, é reafirmar tanto esse diálogo com a sociedade, de um governo popular, como a prioridade absoluta ao fim da 6x1."
Boulos diz que fim da escala 6X1 é prioridade de Lula e faz apelo por votação antes das eleições
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência se reuniu com representantes de centrais sindicais e movimentos populares para discutir mobilização em torno do tema








