Especialistas apontam que o sobrenome Bolsonaro se consolidou como uma marca eleitoral, com parentes disputando simultaneamente diferentes cargos e ampliando o alcance do clã na política 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar em Brasília — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo Esta semana, Michelle Bolsonaro formalizou sua candidatura ao Senado por Brasília, tendo um irmão como suplente e outro como candidato a deputado distrital. Também Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, é candidato a deputado federal por São Paulo. É o avanço do “bolsonarismo dinástico”, expressão cunhada pelo jornalista Elio Gaspari. Afinal, Bolsonaro e seus quatro filhos homens também já exercem, como se sabe, o ofício político. “Dinastias políticas não são novidade no Brasil”, lembra a cientista política Carolina Botelho, do INCT/Sani/CNPq. “O diferencial do bolsonarismo é a escala da reprodução familiar e a transformação do sobrenome em marca política, com vários integrantes disputando ou ocupando, simultaneamente, cargos eletivos.” Em matéria de clã, a política nem sempre foi de pai para filho — o suplente do senador Ciro Nogueira, este enrolado no caso Master, é, por exemplo, sua própria mãe, Eliane Nogueira. Só que, ao longo da nossa História, ninguém supera a dinastia da família Andrada, que começou com o Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), e hoje está na sexta geração de políticos. No século passado, no Congresso, não houve uma única legislatura em que não houvesse um Andrada. Em tempo: há ainda o caso do deputado carioca Hélio Lopes, o Hélio Negão, que incluiu em seu nome a marca eleitoral Bolsonaro, que agora tem dez membros, e é candidato ao Senado, por Roraima.
'Bolsonarismo dinástico': família amplia presença nas eleições de 2026
Especialistas apontam que o sobrenome Bolsonaro se consolidou como uma marca eleitoral, com parentes disputando simultaneamente diferentes cargos e ampliando o alcance do clã na política






