0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, durante cerimônia no Palácio do Planalto — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo/10-11-2021 Apesar de ter cogitado deixar a disputa pelo Senado em meio às desavenças com Flávio, Michelle Bolsonaro sinaliza que será, sim, candidata pelo Distrito Federal. O motivo principal é que a candidatura foi um pedido reforçado pelo próprio Jair Bolsonaro. O ex-presidente insiste junto à esposa sobre a importância de tê-la na Casa, segundo aliados próximos de Michelle. Nas conversas com o capitão reformado, a ex-primeira-dama destaca que, se for eleita, terá menos tempo para cuidar dele e da família, o que considera prioridade. Bolsonaro, entretanto, defende a necessidade da mulher ter uma atividade parlamentar e profissional, já que ele segue em prisão domiciliar. A situação foi similar quando Michelle assumiu o comando do PL Mulher. A ex-primeira-dama disse ao marido que, se fosse para abraçar o projeto, o faria integralmente e teria muitas viagens na agenda. Bolsonaro concordou. Durante o período em que Michelle esteve à frente do PL Mulher, o capitão reformado pediu que ela deixasse de fazer apenas três viagens. Esses pedidos ocorreram quando ele sentia a possibilidade de ser preso. Michelle ainda guarda ressentimento pelas críticas que recebeu por estar trabalhando no Ceará, quando o marido tentou violar a tornozeleira eletrônica com uma solda, no fim do ano passado. Esse episódio fez com que o ex-presidente fosse preso em regime comum, e não em casa. A defesa de Bolsonaro alega que ele teve uma “confusão mental” causada por remédios que tomou. Aliados afirmam que o próprio ex-presidente insistiu para que a esposa viajasse naquele fim de semana para cumprir agenda do PL. Na conversa que teve nesta semana com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, sobre sua saída do PL Mulher, Michelle chegou a falar sobre a possibilidade de deixar a legenda e não concorrer ao Senado. Interlocutores da ex-primeira-dama afirmam, no entanto, que ela estava de “cabeça quente” e que não abriu mão da candidatura com o apoio de Jair Bolsonaro.