Planos da ex-primeira-dama entraram em xeque, nas últimas semanas, após a crise com seu enteado, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em ato do PL Mulher, em Manaus, em foto de arquivo — Foto: Divulgação/PL A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ainda avalia a possibilidade de concorrer ao Senado pelo Distrito Federal. A aliados, a mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem dito que vai decidir sobre a questão “no momento certo”. O presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, confirmou ao Valor que a candidatura de Michelle é uma questão ainda em aberto. A empreitada eleitoral da ex-primeira-dama à Casa Alta do Congresso pelo Distrito Federal era uma campanha vista como relativamente tranquila por dirigentes do PL, mas entrou em xeque, nas últimas semanas, após a crise envolvendo Michelle e seu enteado, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Os atritos entre os dois chegaram a seu ápice no dia 24 de junho, quando a madrasta publicou um vídeo dizendo que havia sido destratada pelo parlamentar. Nesta semana, Michelle deixou a presidência nacional do PL Mulher, ala partidária que ela comandava desde 2023. Em conversa com Valdemar, a ex-primeira-dama também deixou temporariamente suspensa sua pré-candidatura ao Senado. O argumento oficial usado para justificar a saída da direção do PL Mulher foi de que Michelle se dedicará aos cuidados de Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar e que está com a saúde fragilizada. Projeto Alicerça Brasil Antes mesmo da divulgação do vídeo, Michelle já afirmava a aliados que poderia não participar da disputa eleitoral, porque, se fosse eleita, os trabalhos feitos no PL Mulher poderiam ficar em segundo plano em relação aos trabalhos como parlamentar. Segundo disse a interlocutores, a prioridade da ex-primeira-dama seria a formação de mulheres na política. Na ala partidária feminina, Michelle tinha como principal foco o projeto Alicerça Brasil, com núcleos espalhados pelo país para engajar a participação feminina na vida pública. Essa conversa de Michelle com os aliados já acontecia quase um mês antes da publicação do vídeo falando de Flávio. Acontece que, agora com a saída da ex-primeira-dama da presidência do PL Mulher, o diretório nacional será dissolvido. “A semente foi lançada” Reservadamente, integrantes do núcleo partidário avaliam que o trabalho feito pela esposa de Bolsonaro não será necessariamente afetado, pois continuará a ser tocado pelos diretórios estaduais, cujas presidentes são ligadas a Michelle. “A semente foi lançada”, disse uma fonte próxima. A dissolução do diretório nacional, segundo integrantes do PL Mulher, é uma medida que visa às funções administrativas e estratégicas da organização. Apesar do escritório de Brasília passar a não existir mais, os membros têm dito que vão continuar com os trabalhos que estavam sendo realizados. “Os dirigentes do partido têm a legitimidade e o poder para tomarem esse tipo de decisão e também são os responsáveis pelos resultados dela advindos. Os resultados futuros testificarão se a medida foi acertada ou não”, disse um dos integrantes do PL Mulher, reservadamente.
Michelle deixa candidatura ao Senado em aberto e decidirá 'no momento certo', dizem aliados
Planos da ex-primeira-dama entraram em xeque, nas últimas semanas, após a crise com seu enteado, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL)












