Centenas de funcionários de hotéis mexicanos, operadores de tratores e militares especializados da Marinha vão às praias todos os dias ao amanhecer para retirar das praias paradisíacas do Caribe volumes recordes de sargaço, uma alga flutuante.
O fenômeno sazonal vem piorando de forma acelerada nos últimos anos e levou hotéis a reduzir tarifas e investir milhões de dólares para remover das areias os montes de algas —que ficam malcheirosas quando entram em decomposição—, enquanto governos e empresas buscam soluções.
O sargaço forma grandes tapetes flutuantes na superfície do oceano. Historicamente, sua presença era restrita ao chamado mar dos Sargaços, no Atlântico Norte. Por volta de 2010, porém, ventos excepcionalmente fortes o levaram para águas tropicais ricas em nutrientes na costa da África Ocidental, onde encontrou condições ideais para se desenvolver.
Ali, o sargaço se transformou em um cinturão que segue as correntes oceânicas até o norte do Brasil e atravessa o Caribe, levando grandes volumes da alga a países insulares caribenhos, à popular Riviera Maya e ao Golfo do México.
No Atlântico tropical, o sargaço se beneficia dos nutrientes trazidos por grandes rios, como o Amazonas, o Orinoco e o Congo, além daqueles provenientes da ressurgência de águas profundas, da poeira do Saara e das águas mais quentes.









