Conhecido como sargaço, fenômeno altera a cor da água, provoca mau cheiro ao se decompor, afeta ecossistemas e preocupa um dos principais destinos turísticos do Caribe 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Acúmulo de sargaço, uma macroalga marinha, em praia de Punta Cana. — Foto: Reprodução/Redes sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 06:47 República Dominicana Lança Operação Contra Sargaço em Punta Cana A República Dominicana iniciou uma operação para combater o sargaço, uma alga que altera a cor da água, libera mau cheiro e prejudica ecossistemas e o turismo em Punta Cana. A medida envolve limpeza emergencial, fiscalização ambiental e acordos internacionais para monitoramento por satélite. Hotéis receberam autorizações temporárias para remover o sargaço, mas devem evitar danos ambientais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A República Dominicana lançou uma operação nacional para conter os impactos da chegada em massa do sargaço, uma macroalga marinha que, ao se acumular nas praias, altera a cor das águas, dificulta o banho, provoca mau cheiro durante a decomposição e pode causar impactos aos ecossistemas costeiros e ao turismo. A medida concentra esforços na região leste do país, onde fica Punta Cana, principal destino turístico dominicano e uma das áreas mais afetadas pelo fenômeno nas últimas semanas. Anunciada pelo Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais, a operação estabelece uma série de medidas emergenciais para acelerar a retirada das algas das praias, padronizar os procedimentos de limpeza e reduzir os danos ambientais provocados tanto pelo acúmulo do sargaço quanto pelas intervenções realizadas para removê-lo. Veja vídeo: As ações seguem as diretrizes de uma resolução publicada pelo governo dominicano, que regulamenta a coleta, a contenção e a destinação do sargaço nas praias do país. A norma também prevê o envio de equipes técnicas para acompanhar os trabalhos, a fiscalização dos protocolos adotados pelos empreendimentos turísticos e a avaliação dos impactos ambientais das operações de limpeza. Na última sexta-feira, uma equipe coordenada pelo vice-ministro de Assuntos Costeiros e Marinhos, José Ramón Reyes, reuniu-se com representantes do setor hoteleiro de Punta Cana para definir as regras que deverão ser seguidas durante a retirada das algas. Cada hotel recebeu uma autorização ambiental temporária, válida por dez dias, permitindo a realização das operações de limpeza nas áreas afetadas. A autorização, porém, também estabelece responsabilidades. Caso as intervenções provoquem danos ambientais, os empreendimentos responderão pelos impactos e deverão adotar medidas para preservar praias, dunas, recifes e outros ecossistemas costeiros durante a remoção do material. Como parte da operação, técnicos dos vice-ministérios de Assuntos Costeiros e Marinhos, Solos e Águas e Gestão Ambiental percorreram mais de 15 empreendimentos entre Uvero Alto e Cabeza de Toro, duas das principais áreas turísticas de Punta Cana. Durante as inspeções, foram avaliadas a capacidade operacional dos hotéis, os pontos temporários de armazenamento do sargaço e os métodos utilizados para sua retirada. A partir dessa análise, o governo definiu quais empreendimentos poderão operar centros próprios de coleta e quais deverão encaminhar o material para locais de descarte autorizados pelo Ministério do Meio Ambiente. Além da resposta emergencial, o governo dominicano informou que negocia acordos de cooperação internacional para implantar um sistema de monitoramento por satélite capaz de identificar a aproximação das manchas de sargaço antes que elas alcancem o litoral. Também está em estudo a instalação de barreiras marítimas em praias mais vulneráveis para conter parte das algas ainda no mar e reduzir o volume que chega à faixa de areia. O que é o sargaço O sargaço é uma macroalga marinha que flutua naturalmente no Oceano Atlântico e desempenha papel importante para a biodiversidade em mar aberto, servindo de abrigo e alimento para diferentes espécies de peixes, tartarugas, crustáceos e outros organismos. Nos últimos anos, porém, enormes quantidades dessas algas passaram a atingir com frequência o Caribe, impulsionadas por fatores como mudanças nas correntes oceânicas, na circulação dos ventos, no aumento da temperatura da água e na maior disponibilidade de nutrientes no oceano. Ao chegar às praias, o sargaço deixa de exercer sua função ecológica e passa a representar um problema ambiental. Em grandes volumes, a macroalga cobre a faixa de areia, escurece a água, dificulta atividades como banho e mergulho e, ao entrar em decomposição, libera gases como o sulfeto de hidrogênio, responsável pelo odor característico semelhante ao de ovos podres. O acúmulo também reduz a quantidade de oxigênio disponível na água e pode afetar corais, gramados marinhos e outras espécies costeiras. O fenômeno tem imposto custos crescentes aos países do Caribe, cuja economia depende fortemente do turismo. Hotéis e resorts precisam manter equipes permanentes de limpeza e utilizar máquinas para retirar diariamente toneladas de sargaço durante os períodos de maior incidência.
República Dominicana lança operação para conter alga marinha que provoca mau cheiro e afeta praias de Punta Cana; entenda
Conhecido como sargaço, fenômeno altera a cor da água, provoca mau cheiro ao se decompor, afeta ecossistemas e preocupa um dos principais destinos turísticos do Caribe






