A Casa Branca precisa de minerais críticos para reabastecer os estoques de armas esgotados durante o conflito com o Irã e reduzir a dependência do país das cadeias de suprimentos chinesas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Caça em porta-aviões americano durante a Operação Epic Fury, realizada por EUA e Israel, contra o Irã — Foto: Divulgação/Centcom O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nesta sexta-feira (7), que investirá US$ 3 bilhões em projetos de minerais críticos e baterias, como parte de um esforço para aumentar a produção doméstica e impulsionar a segurança nacional e a política industrial. “Estamos recuperando o lugar de direito da América como a superpotência de minerais do mundo”, disse Trump a mais de 200 executivos de mineração, educadores, investidores e colegas políticos, numa mesa redonda no Departamento de Estado americano voltada para apoiar o setor, que, segundo ele, não havia recebido atenção suficiente de Washington nos últimos anos. Ele anunciou uma série de investimentos durante seu discurso, incluindo um empréstimo condicional de US$ 1,4 bilhão do Escritório de Capital Estratégico (OSC, na sigla em inglês), que é parte do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, para a Sila Nanotechnologies, que fabrica peças de baterias de íon-lítio. O OSC também estendeu um empréstimo condicional de US$ 400 milhões à mineradora de escândio Sunrise Energy Metals e um empréstimo condicional de US$ 150 milhões para a desenvolvedora de ímãs Niron Magnetics. O Banco de Exportação e Importação americano emprestará US$ 58 milhões para Westwater Resources, Global Advanced Metals e 5E Advanced Materials, conforme a Reuters relatou mais cedo nesta sexta-feira. “Minerais críticos são as matérias-primas da força americana que alimentam desde armamentos avançados até automóveis, e queremos que esses produtos essenciais sejam minerados, refinados e fabricados bem aqui nos Estados Unidos”, disse Trump. Doug Burgum, secretário do Interior, Marco Rubio, secretário de Estado, Howard Lutnick, secretário de Comércio, e David Copley, funcionário do Conselho de Segurança Nacional, também compareceram. Estoques de armas impulsionam demanda por minerais A Casa Branca precisa de minerais críticos para reabastecer os estoques de armas esgotados durante o conflito com o Irã e reduzir a dependência do país das cadeias de suprimentos chinesas. Vários executivos vieram com presentes para Trump. Tom Albanese, presidente do conselho da empresa de mineração em mar profundo American Ocean Minerals, deu a Trump uma réplica em ouro de um nódulo que a empresa espera minerar no fundo do mar do Pacífico. Trump disse no ano passado que pode contornar a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, apoiada pelas Nações Unidas, e emitir licenças internacionais de mineração no fundo do mar. Jim Litinsky, CEO da empresa de terras raras MP Materials, que é financeiramente apoiada pelo Pentágono, deu a Trump ímãs que haviam sido produzidos para a General Motors em sua fábrica no Texas. Outros participantes incluíram executivos da Lithium Americas, que está construindo a maior mina de lítio dos Estados Unidos, da NioCorp, que está construindo uma mina de escândio para fornecer à empreiteira de defesa Lockheed Martin, e da Energy Fuels, que recebeu um empréstimo condicional de US$ 725 milhões do OSC em junho. As forças armadas americanas consumiram um grande número de mísseis guiados por precisão e interceptores de defesa aérea durante a guerra de cinco meses com o Irã. Autoridades de defesa e legisladores alertaram que reabastecer alguns estoques pode levar anos, devido às restrições de produção existentes, mesmo com o governo Trump disputando relatos de escassez significativa. Suprimentos de minerais incluindo terras raras, tungstênio, germânio e escândio são essenciais para a fabricação de mísseis guiados por precisão, aeronaves de caça, veículos blindados, sensores infravermelhos e outros sistemas de armas avançados, de acordo com autoridades do Pentágono e empresas de defesa. Escolas de mineração recebem impulso de financiamento O Departamento de Energia também recebeu nesta sexta-feira representantes de todas as 14 escolas de mineração credenciadas do país, para promover carreiras na mineração e incentivar mais estudantes a entrar na área. O departamento anunciou US$ 100 milhões em subsídios para ajudar a impulsionar programas educacionais e estabeleceu a meta de dobrar o número de graduados em mineração nas universidades do país dentro de dois anos. “Precisamos trabalhar em algumas mudanças sistêmicas em como nós, como nação, queremos oferecer aos nossos estudantes mais brilhantes a oportunidade de participar desta indústria”, disse a secretária adjunta de Energia, Audrey Robertson. O Pentágono também disse que financiará US$ 80 milhões em projetos em três escolas de mineração do país. Autoridades apontaram a extensa rede de universidades de mineração da China como uma vantagem fundamental em sua dominância na produção global de minerais. Desde que retornou ao cargo, Trump lançou uma reserva de minerais estratégicos de US$ 12 bilhões, apoiou investimentos em ações em empresas que desenvolvem minas e instalações de processamento nos Estados Unidos e buscou limitar que empresas de defesa dependam de suprimentos da China. O governo afirma que seu apoio é necessário para combater décadas de investimento chinês que deixaram Pequim dominante na mineração e no processamento de muitos minerais estratégicos.
Governo Trump investirá US$ 3 bi em projetos de minerais para impulsionar cadeias da defesa
A Casa Branca precisa de minerais críticos para reabastecer os estoques de armas esgotados durante o conflito com o Irã e reduzir a dependência do país das cadeias de suprimentos chinesas












