Presidente participará de evento com os principais executivos do setor de defesa; guerras na Ucrânia e no Oriente Médio pressionam estoques americanos e expõem gargalos na base industrial do país O presidente Donald Trump discursa durante reunião com o primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, no Salão Oval da Casa Branca, na terça-feira, 14 de julho de 2026, em Washington. — Foto: AP/Julia Demaree Nikhinson O presidente Donald Trump deve pressionar nesta quarta-feira os principais executivos do setor de defesa a acelerar a produção de armas e ampliar a capacidade industrial, em um momento em que as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio pressionam os estoques americanos e expõem gargalos na base industrial do país. Trump tem participação prevista em uma mesa-redonda que encerrará a Cúpula de Defesa e Inovação, evento de dois dias organizado pelo senador republicano Dave McCormick no U.S. Army War College, na Pensilvânia. O encontro reúne altos comandantes militares, empresas do setor de defesa, investidores e executivos de tecnologia para discutir o fortalecimento da base industrial americana e a aceleração da entrega de sistemas avançados de armamentos. A presença de Trump destaca um esforço mais amplo de seu governo para ampliar a produção de defesa, à medida que conflitos prolongados consomem grandes quantidades de mísseis, interceptadores e outras armas, além de evidenciarem os limites da cadeia de suprimentos e da capacidade produtiva militar dos Estados Unidos. Trump deve anunciar diversos investimentos no setor de defesa sediados na Pensilvânia. O presidente do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, pediu na terça-feira às empresas de defesa que acelerem a produção e a inovação, afirmando que as Forças Armadas precisam que os parceiros da indústria ajudem a fornecer capacidades mais rapidamente, diante da evolução da guerra. “Quero que vocês saibam — e sei que é fácil para mim dizer, mas difícil de fazer — que é preciso ir mais rápido. Por favor, avancem mais rápido. Pensem com mais ousadia”, disse Caine. Para Trump, a expansão da indústria de defesa tornou-se parte de uma estratégia econômica mais abrangente para revitalizar a capacidade industrial americana, com o Pentágono sendo cada vez mais visto como um catalisador de investimentos em fábricas, manufatura avançada e cadeias de suprimentos domésticas. No fim de junho, Trump se reuniu na Casa Branca com fabricantes de munições para pressionar o setor a avançar mais rapidamente. Os Estados Unidos forneceram grandes quantidades de armas a aliados e também utilizaram munições em suas próprias operações militares, aumentando as preocupações com os estoques de importantes sistemas de defesa aérea e armas guiadas de precisão, além da pressão para que as empresas contratadas ampliem a produção. A disparada da demanda por motores de foguete usados para impulsionar mísseis e outras armas estimulou novas abordagens para as cadeias de suprimentos. Em busca de grandes retornos, startups ao estilo do Vale do Silício passaram a competir com empresas de defesa que há muito dominam o setor, atraídas pela necessidade de maior velocidade de produção, grandes volumes e custos mais baixos. As fabricantes tradicionais de motores de foguete de combustível sólido Northrop Grumman e L3Harris afirmam que vêm ampliando seus próprios esforços de pesquisa e desenvolvimento para incorporar novas tecnologias, como impressão 3D e novos métodos de mistura. Michael Duffey, responsável pelas compras do Pentágono, afirmou aos participantes da cúpula que o departamento está utilizando contratos de aquisição de longo prazo para dar às empresas de defesa confiança para investir bilhões de dólares na expansão de fábricas. Ele citou cerca de US$ 20 bilhões em investimentos privados vinculados a planos para ampliar a produção de mísseis Patriot e outras armas de alta demanda. “O ambiente global exige agora que produzamos nessa escala, nessa velocidade e nesse volume”, afirmou.