Passageiro afirma que passeio nas Bahamas não alertava sobre risco de ataques e diz ter precisado passar por tratamento contra a raiva após o incidente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Atração nas Bahamas convida turistas a nadar com porcos — Foto: Reprodução / Instagram / @islandpixbahamas Um turista de Nova York entrou na Justiça contra a Norwegian Cruise Line após ser mordido por um dos famosos "porcos nadadores" durante uma excursão nas Bahamas. Jason Gordon afirma que sofreu um ferimento na perna, precisou levar pontos e foi submetido a um tratamento preventivo contra a raiva depois do incidente, ocorrido durante uma parada do cruzeiro na ilha privativa Great Stirrup Cay. As informações constam em uma ação civil por negligência analisada pelo jornal britânico The Independent. Segundo o processo, Gordon viajava a bordo do navio Norwegian Escape em agosto de 2025 quando participou do passeio "Swimming Pigs Tour", uma das atrações turísticas mais populares das Bahamas. A excursão foi reservada no balcão de atividades do próprio cruzeiro. De acordo com a ação, o turista seguia as orientações dos guias e interagia com os animais quando um dos porcos o mordeu inesperadamente na parte inferior da perna direita, provocando uma laceração profunda e perfurações que causaram sangramento. Ainda segunda o jornal, quatro dias depois, já de volta aos Estados Unidos, Gordon procurou atendimento médico de emergência. O ferimento precisou ser fechado com pontos, e ele recebeu antibióticos intravenosos. Além disso, foi submetido à profilaxia pós-exposição contra a raiva, com aplicação de vacina antirrábica e imunoglobulina, devido ao risco de contaminação. Na ação, o passageiro afirma que sofreu dores físicas, angústia emocional, perda da qualidade de vida, incapacidade temporária e desfiguração permanente ou contínua. Ele também alega que perdeu parte das férias e teve prejuízos financeiros relacionados à viagem. O processo sustenta que a Norwegian Cruise Line foi negligente ao não informar adequadamente os riscos da atividade. Segundo Gordon, os materiais promocionais descreviam os animais como amigáveis e incentivavam os turistas a alimentá-los e nadar ao lado deles, mas não traziam alertas suficientes sobre a possibilidade de mordidas, ferimentos ou transmissão de doenças. No material de divulgação da empresa, o passeio é apresentado como uma experiência em que os porcos seguem os visitantes em águas rasas em busca de alimento, sendo descritos como "amigáveis, fofos e entusiasmados com a atenção". O preço da excursão parte de US$ 197,99 para adultos e US$ 159,99 para crianças. A ação também afirma que o passeio era excessivamente perigoso ou não era conduzido por profissionais adequadamente treinados e supervisionados. Gordon diz que jamais teria participado da atividade caso tivesse sido informado dos riscos envolvidos. O turista pede uma indenização por danos, cujo valor será definido por um júri. Até o momento, a Norwegian Cruise Line não comentou o caso. O advogado de Gordon também não respondeu aos pedidos de manifestação. Embora o passeio com os chamados "porcos nadadores" seja uma das atrações mais conhecidas das Bahamas, autoridades de saúde alertam para possíveis riscos. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos informam que até mesmo porcos aparentemente saudáveis podem transmitir doenças como leptospirose, criptosporidiose e ascaridíase. Mordidas e arranhões também podem expor turistas a infecções bacterianas e parasitas presentes na água contaminada por fezes e urina dos animais. Nos últimos anos, outros casos chamaram atenção. Em 2025, uma mulher afirmou ter desenvolvido uma infecção por vermes parasitas após participar da atração nas Bahamas. Já em 2019, a modelo fitness Michelle Lewin viralizou nas redes sociais depois de ser mordida por um porco na nádegas durante a gravação de um comercial no arquipélago. Além das preocupações com a segurança dos visitantes, organizações de defesa dos animais também criticam a expansão desse tipo de turismo, afirmando que a exploração dos porcos para entretenimento está "fora de controle" e levanta dúvidas sobre o bem-estar dos animais.