Em meio à expansão do avistamento de baleias-jubarte no litoral paulista, uma cena chamou a atenção em junho deste ano: um indivíduo jovem cercado por diversas embarcações. "Fiquei revoltada. Tinha barco de turismo, barco de recreio, jet ski", relembra a bióloga Mia Morete, 56.
A sócia-fundadora do VIVA Instituto Verde Azul divulgou em redes sociais um vídeo da cena, filmada de seu observatório, na ponta da ilha. O registro viralizou. "Na semana seguinte, tinha barco com Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], polícia ambiental, fiscais da prefeitura, todos fiscalizando."
O avistamento de baleias tem uma série de regras a serem seguidas para não perturbar os animais, criadas pelo Ibama. Para representantes de institutos, é necessário melhorar a fiscalização para assegurar o cumprimento dessas regras.
"A norma brasileira é muito boa porque ela é preventiva", afirma José Truda Palazzo Júnior, diretor do Instituto Baleia Jubarte (IBJ). "Agora, é claro que em um local que concentra muita gente e, apesar de ter todo um trabalho, de instrução, de educação, sempre tem algumas pessoas que fazem errado, como aconteceu nesse dia."









