Na última coluna eu cometi um erro grave. Nela, eu tratava da ausência de candidatas mulheres à presidência da República nas eleições que se aproximam. Mas o texto deixa de mencionar que havia sim mulheres concorrendo à presidência.
Samara Martins é uma mulher preta, dentista no SUS, mãe de duas crianças e uma das fundadoras da UP (Unidade Popular), partido pelo qual é candidata ao pleito no executivo. Após a publicação da coluna, a advogada Clariana Barão também foi confirmada como candidata pelo partido DC (Democracia Cristã).
Ambas as chapas contam com candidatas a vice também mulheres: Raquel Bricio concorre pelo UP e Fabiana Torquato pelo DC. Duas chapas femininas e que deveriam, portanto, ter sido ao menos mencionadas numa coluna que se propunha a falar sobre a escassez de vozes femininas na corrida presidencial.
No texto intitulado "A falta que faz uma mulher candidata à presidência com chances de vencer" ative o meu olhar e a minha crítica aos grandes partidos, e quando uso o adjetivo "grande" não me refiro à qualidade destes partidos, mas ao tamanho, nível de influência política, acesso ao fundo eleitoral e ao tempo de televisão durante o horário eleitoral gratuito, além de espaço na mídia.










