O cenário eleitoral está dado. O prazo para registro das candidaturas termina no dia 15 de agosto, porém, com as convenções dos principais partidos já realizadas, habemus finalmente um cheiro (não muito agradável diga-se de passagem) de quem serão os candidatos à Presidência da República.

E diante do mapa que se desenha à caneta permanente, a óbvia ausência de mulheres pleiteando o cargo me traz um incômodo enorme.

Em 2022 tínhamos Simone Tebet e Soraya Thronicke. Em 2018, tivemos Marina Silva, em 2014, Marina e Dilma. E em 2026 não temos ninguém. Nenhuma mulher figura entre os candidatos à Presidência de grandes partidos.

Vale esclarecer, antes que a machosfera meritocrática venha me tacar pedra, que meu incômodo não advém de uma possível definição de voto a partir do gênero dos candidatos. Afinal, há mulheres engajadas nos mais diversos cantos do espectro político, que cultivam as mais diferentes visões de mundo e que acreditam em soluções diametralmente opostas para os desafios que precisamos enfrentar no Brasil.

E claro que, diante de uma candidata que não representa meus valores e que não apresenta soluções que me parecem eficientes, eu entregaria meu voto com tranquilidade a um homem que melhor me representasse.