Eleições 2026
As convenções partidárias encerradas na semana passada consolidaram um cenário de menor protagonismo feminino nas eleições de 2026. Embora o número total de mulheres candidatas aos governos estaduais permaneça próximo ao registrado quatro anos atrás, elas chegam à disputa em posição menos competitiva, com poucas representantes no centro das principais corridas estaduais e nenhuma mulher em uma chapa presidencial com condições de romper a polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Neste ano, 32 mulheres disputarão os governos estaduais e o Distrito Federal. Em 2022, foram 34 candidatas. A diferença numérica é pequena, mas o perfil das candidaturas mudou: enquanto a eleição passada teve mulheres protagonizando algumas das disputas mais importantes do País, o cenário atual concentra as postulantes com maior potencial eleitoral em um grupo restrito de governadoras, vice-governadoras e senadoras.
Há quatro anos, a eleição em Pernambuco foi marcada pelo confronto entre Raquel Lyra (à época no PSDB) e Marília Arraes (Solidariedade), que chegaram ao segundo turno, com vitória de Lyra. No Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) conquistou a reeleição. Em Mato Grosso do Sul, Rose Modesto (União Brasil) terminou a disputa em segundo lugar. Em Roraima, Teresa Surita (MDB) manteve uma candidatura competitiva contra o grupo político que governava o estado.












