Acordo previa repasse de cerca de R$ 50 milhões levantados por empréstimo após venda para o Atlético de Madrid 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Almada — Foto: Reprodução/X A negociação de Thiago Almada com o River Plate, na casa dos 20 milhões de euros, representaria uma injeção financeira para o Botafogo, que manteve 50% do jogador quando o vendeu ao Atlético de Madrid, na ocasião por cifras maiores, na casa dos 30 milhões de euros. O problema é que na era da SAF comandada por John Textor o Botafogo pegou um adiantamento com um fundo e deu o valor que seria recebido na venda de Almada como garantia, e agora precisaria repor. A quantia, soube o blog, é de 10 milhões de dólares, cerca de R$ 51 milhões. E precisaria ser redirecionada ao fundo pela atual administração, passando pela Justiça em função da recuperação judicial. No contrato com o Atlético de Madrid, o Botafogo teria direito a 50% de futura venda com piso mínimo de 10 milhões de dólares para um eventual retorno. Caso não houvesse venda até 2029, o clube poderia acionar um gatilho para receber esse valor, mas preferiu acionar o fundo para garantir a quantia de forma antecipada. Nesse momento, com a venda de Almada ao River se concretizando, esse valor será repassado pelo Atlético de Madrid, conforme o contrato, mas já foi adiantado, e teria que seguir diretamente para o fundo. Relembre a saída de Almada No dia 10 de outubro de 2024, um mês após a estreia de Thiago Almada pelo clube, o Botafogo vendeu o meia argentino ao Lyon por aproximadamente 27 milhões de euros, divididos em quatro parcelas: duas de 7,750 milhões (com vencimentos em setembro de 2025 e 2026), uma de 6,825 milhões (março de 2027) e outra de 4,750 milhões (setembro de 2027). Meses depois, em janeiro de 2025, já enfrentando dificuldades financeiras e pressão de jogadores por atrasos em premiações, o Botafogo buscou novo dinheiro no mercado. Fechou um empréstimo de 29,7 milhões de euros com o banco Macquarie. Como garantia, prometeu receitas futuras: parcelas que ainda tinha a receber pela venda de Luiz Henrique ao Lyon e parte do valor da venda de Almada, que depois se transferiu para o Atlético de Madrid. Risco de irregularidade contornado Foi nesse momento que foi percebido um problema. Os departamentos jurídico e financeiro identificaram que uma dessas receitas já havia sido usada antes — a terceira parcela de Luiz Henrique já tinha sido cedida como garantia ao fundo GCS. Ou seja, o mesmo ativo estava sendo oferecido como garantia duas vezes. Isso foi entendido como uma potencial irregularidade. Para corrigir a situação, o Botafogo exerceu uma cláusula do contrato com o GCS que permitia a recompra desses direitos até 15 de março de 2025. A SAF realizou essa opção dentro do prazo, recuperou a terceira parcela de Luiz Henrique e evitou a concretização do problema. Paralelamente, o clube voltou ao mercado e fez uma nova antecipação com o próprio GCS, agora usando valores da venda de Almada. Em acordo fechado em 10 de fevereiro de 2025, recebeu 11,5 milhões de euros. Mas nem todo esse dinheiro ficou no Botafogo. Descontadas taxas e impostos, a maior parte foi transferida ao Lyon, que enfrentava a grave crise financeira.
Dono de 50% de Almada, Botafogo precisa repor adiantamento e não receberá valor por compra do River
Acordo previa repasse de cerca de R$ 50 milhões levantados por empréstimo após venda para o Atlético de Madrid
















