Peter Magyar pediu a empresas e à população que reduzissem o consumo de eletricidade durante a noite e determinou a redução da iluminação decorativa de edifícios históricos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Usina Nuclear de Paks, com o leito parcialmente seco do rio Danúbio, em Dunaszentbenedek, na Hungria, em 31 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Bernadett Szabo/Foto de arquivo O nível do rio Danúbio deve subir temporariamente graças às chuvas na Áustria, mas a situação na usina nuclear de Paks continua "difícil", afirmou nesta sexta-feira o primeiro-ministro da Hungria, Peter Magyar, em um vídeo publicado no Facebook. A usina opera com cerca de 10% de sua capacidade desde o fim da semana passada devido a uma prolongada onda de calor e aos níveis historicamente baixos do Danúbio, levando a capacidade de fornecimento de energia do país ao limite. Na semana passada, Magyar pediu a empresas e à população que reduzissem o consumo de eletricidade durante a noite e determinou a redução da iluminação decorativa de edifícios históricos de Budapeste para economizar energia. Magyar afirmou nesta sexta-feira que as temperaturas devem cair e que o fornecimento de energia e água do país está estável, o que significa que já não há necessidade de reduzir o consumo de eletricidade. A iluminação decorativa voltará a ser ligada na noite desta sexta-feira. "Nunca vimos uma cooperação nacional como esta. Segundo os primeiros levantamentos divulgados, quase todas as famílias húngaras participaram dos esforços de economia e mudaram seus hábitos de consumo de energia e água", afirmou Magyar. Magyar disse, no entanto, que a situação na usina nuclear de Paks continua "difícil" e que o governo trabalha em soluções para o caso de os baixos níveis do Danúbio, cuja água é utilizada para resfriar a usina, tornarem-se permanentes. "Esperamos que o nível da água suba cerca de 20 centímetros nos próximos dias. No entanto, como não há previsão de novas chuvas a partir de amanhã, essa elevação deverá ser temporária", disse Magyar. O premiê afirmou ainda que o governo avaliará quais investimentos serão necessários para tornar o abastecimento de energia e água da Hungria mais resiliente. Vista aérea do Lago Velence, o terceiro maior lago da Hungria, que está secando após anos de seca e retenção insuficiente de água levarem o nível a patamares criticamente baixos, em Velence, na Hungria, em 6 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Marton Monus "As mudanças climáticas já chegaram, e precisamos construir um país capaz de se adaptar a elas", afirmou. Magyar disse na semana passada que a Hungria desenvolverá 4 gigawatts de capacidade de geração de energia eólica até 2030, como parte dos esforços para diversificar suas fontes de energia. A Europa, continente que aquece mais rapidamente no mundo, tem sido castigada neste verão por temperaturas recordes e incêndios florestais devastadores, com França e Espanha entre os países mais afetados nas últimas semanas.
Hungria espera alta do Danúbio, mas usina nuclear ainda enfrenta restrições de produção
Peter Magyar pediu a empresas e à população que reduzissem o consumo de eletricidade durante a noite e determinou a redução da iluminação decorativa de edifícios históricos















