Para aliviar a pressão sobre a rede elétrica, premiê Peter Magyar reiterou seu apelo para que grandes empresas industriais reduzam o consumo de eletricidade e água Uma imagem feita por drone mostra um navio de guerra alemão afundado da Segunda Guerra Mundial, exposto devido ao baixo nível do rio Danúbio causado pela seca e pelo calor extremo, em Prahovo, Sérvia, em 30 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Djordje Kojadinovic A usina nuclear de Paks, responsável por quase metade da geração de eletricidade da Hungria, poderá permanecer desligada por várias semanas porque o nível do rio Danúbio deve continuar baixo demais para permitir sua operação com segurança, afirmou nesta sexta-feira o primeiro-ministro Peter Magyar. A paralisação ameaça aumentar a dependência da Hungria de importações de energia em meio a uma onda de calor que deve elevar em 20% a demanda máxima de eletricidade no período da noite, levando o governo a pedir que grandes consumidores industriais reduzam o uso de energia. Os quatro reatores de fabricação russa da usina de Paks operam atualmente com menos de 50% da capacidade conjunta de 2 gigawatts e deverão ser totalmente desligados na segunda-feira pela primeira vez em 44 anos, já que a previsão indica nova queda no nível das águas do Danúbio. A água do rio é utilizada para resfriar a usina. Os reatores poderão ser religados quando o nível da água voltar a um patamar seguro, "mas isso não deve acontecer nas próximas semanas", disse Magyar durante uma entrevista na refinaria do Danúbio da empresa de energia MOL, em Százhalombatta. Na quinta-feira, Magyar afirmou que a Hungria conseguirá atender sua demanda de energia por meio de importações. No entanto, a combinação entre menor geração doméstica e maior consumo pode criar uma situação crítica para o sistema elétrico. Magyar pede que empresas reduzam consumo Para aliviar a pressão sobre a rede elétrica, Magyar reiterou seu apelo para que grandes empresas industriais, incluindo montadoras e fabricantes de baterias, reduzam o consumo de eletricidade e água. "Faço um apelo às grandes empresas para que enviem seus planos de paralisação voluntária", afirmou. Ele também disse que seu partido pedirá ao Parlamento o adiamento das sessões previstas para segunda e terça-feira, como forma de economizar energia. Todas as instituições públicas desligarão a iluminação decorativa até, no mais tardar, segunda-feira. O presidente-executivo da MOL, Zsolt Hernadi, afirmou nesta sexta-feira que a companhia está interrompendo o funcionamento de algumas instalações em todo o país para economizar energia. Segundo Magyar, a MOL, uma das maiores consumidoras de eletricidade da Hungria, reduzirá seu consumo em 40%. A Samsung SDI informou, por e-mail, que sua fábrica de baterias em Göd, ao norte de Budapeste, reduzirá o consumo de água em 50% e o de eletricidade em 10% durante o horário crítico da noite. O canal de captação de água do rio Danúbio é mostrado na usina nuclear de Paks, em Paks, Hungria, em 31 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Bernadett Szabo Comissão Europeia acompanha situação Na vizinha Romênia, o baixo nível das águas obrigou a empresa de energia nuclear Nuclearelectrica a desligar um de seus reatores. A porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonen disse à Reuters que o órgão acompanha de perto a situação do fornecimento de energia na Romênia, na Hungria e em toda a região do sudeste da Europa. Segundo ela, não há preocupação imediata com a segurança do abastecimento, mas a Comissão está pronta para convocar, se necessário, uma reunião extraordinária do Grupo de Coordenação da Eletricidade da União Europeia.
Hungria alerta que baixo nível do Danúbio pode parar sua principal usina nuclear por semanas
Para aliviar a pressão sobre a rede elétrica, premiê Peter Magyar reiterou seu apelo para que grandes empresas industriais reduzam o consumo de eletricidade e água













