Um alienígena disfarçado de humano, um professor de 400 anos que finge ter 40, uma jovem que visita vidas alternativas como se fossem a sua, um fantasma que vê a própria vida em terceira pessoa, uma idosa que se muda para um novo país.
Os personagens de Matt Haig costumam ser estranhos ao mundo que os rodeia. Mais do que recurso narrativo, é um reflexo de como o próprio autor entende seu entorno —ele diz que já escrevia sobre autismo e TDAH antes de receber o diagnóstico desses transtornos.
"Na ficção você escreve aquilo que não sabe que sabe", ele diz em entrevista à Folha.
"Os Humanos" conta a história de um alienígena que é enviado à Terra para eliminar a pesquisa de um matemático e, aos poucos, vai aprendendo a agir como um humano. O personagem não parece diferente, mas isso não o impede de se sentir deslocado no meio das pessoas. É assim que Haig se sente.
A obra foi relançada neste ano pela Bertrand Brasil, selo da Record –pelo qual o autor já vendeu mais de 1 milhão de exemplares— e foi logo seguida pelo inédito "O Trem da Meia-Noite".









