As instalações de produção deverão ser montadas no próximo ano 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Rheinmetall informou nesta sexta-feira (7) que levará tempo para ampliar a produção planejada dos mísseis ATACMS em parceria com a Lockheed Martin, destacando o desafio que os Estados Unidos enfrentam para recompor seus estoques de armas, reduzidos pela guerra com o Irã. A Reuters informou nesta semana que o Exército dos Estados Unidos consumiu grande parte de seu estoque global de mísseis de precisão de longo alcance durante o conflito de cinco meses com o Irã, levantando preocupações sobre a capacidade de prontidão militar para futuras crises. O presidente Donald Trump minimizou na quinta-feira as preocupações com a escassez de armamentos, afirmando que os Estados Unidos tinham um suprimento praticamente ilimitado de alguns tipos de munição, ao mesmo tempo em que reconheceu que os estoques de outros armamentos estavam mais restritos. Ele acrescentou que as empresas de defesa americanas estão ampliando sua capacidade de produção. A Rheinmetall assinou no mês passado um memorando de entendimento com a Lockheed para produzir conjuntamente os Army Tactical Missile Systems (ATACMS) na fábrica da Rheinmetall em Unterluess, no norte da Alemanha. As instalações de produção deverão ser montadas no próximo ano. “Naturalmente, também haverá capacidade suficiente para recompor os arsenais militares dos Estados Unidos esgotados pelo conflito envolvendo o Irã”, disse o diretor-presidente, Armin Papperger, à Reuters, em entrevista concedida na quinta-feira e publicada nesta sexta-feira. “Isso não acontecerá em dois anos. Levará muito mais tempo.” Empresas de defesa em todo o mundo correm para atender ao aumento da demanda à medida que governos ampliam os gastos militares em meio aos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, além da pressão dos Estados Unidos para que a Europa assuma maior responsabilidade por sua própria segurança. Ajudando a fortalecer as defesas da Europa A Rheinmetall está entre as maiores beneficiárias da iniciativa europeia de aumento dos gastos com defesa. A maior fabricante de munições da Europa vem buscando parcerias e aquisições para expandir rapidamente sua capacidade de produção e atender à crescente demanda. A joint venture para produção dos ATACMS ainda depende de aprovação, mas Papperger afirmou que o processo está bastante avançado e conta com o apoio do governo dos Estados Unidos. Segundo ele, os parceiros pretendem atender o mercado global de mísseis ATACMS. “Haverá mercado para mísseis pelos próximos 15 anos.” A Rheinmetall espera que a joint venture gere sua primeira receita em 2028, afirmou o executivo. Negociações com a Leonardo Papperger afirmou que a Rheinmetall continua interessada em adquirir da italiana Leonardo o negócio de caminhões militares da Iveco, mas que as futuras negociações dependerão do novo diretor-presidente da Leonardo, Lorenzo Mariani. “Eu tinha um acordo de aperto de mãos com seu antecessor”, disse Papperger. “Mariani pode decidir por novos termos, e veremos se eles continuam atrativos para a Rheinmetall”. O executivo acrescentou que o negócio não está em risco e afirmou esperar se reunir com Mariani após o recesso de verão. Contrato dos veículos Boxer é esperado até o fim do ano A Rheinmetall, que na quinta-feira reduziu sua projeção de vendas após a Alemanha cancelar o programa das fragatas F126, também espera que um contrato multibilionário para fornecer veículos blindados Boxer às Forças Armadas alemãs seja assinado até o fim do ano, disse Papperger. “Não há absolutamente nada que impeça isso”, afirmou. A parcela da Rheinmetall no contrato será de 12,4 bilhões de euros (US$ 14,3 bilhões), enquanto o valor total, incluindo a parceira KNDS, deverá alcançar cerca de 25 bilhões de euros. A Reuters informou nesta semana que o Exército dos Estados Unidos consumiu grande parte de seu estoque global de mísseis de precisão de longo alcance durante o conflito de cinco meses com o Irã — Foto: REUTERS/Annegret Hilse/Foto de Arquivo
Rheinmetall diz que produção conjunta de mísseis com Lockheed Martin levará tempo
As instalações de produção deverão ser montadas no próximo ano









