“Por que a gente ama olhar para o céu? Tem gente que nem nota! Desde pequenas, olhamos pras estrelas, Lua, Sol.”
A coluna desta semana nasceu de uma troca de mensagens com minha irmã, Ariadini, sobre a chuva de meteoros da semana passada. Vocês souberam? Conseguiram observar? Desde meninas somos fascinadas pelos fenômenos celestes.
Minha irmã teve o nome abrasileirado por minha mãe a partir da mitologia grega. Ariadne – filha do rei Minos – foi a princesa que ajudou o herói Teseu a sair do labirinto do Minotauro, entregando-lhe um novelo de lã para que marcasse o caminho de volta. Um homem e uma mulher, seres humanos em parceria, como deve ser.
Ariadini, à semelhança da princesa que inspirou seu nome, já me mostrou – e continua a mostrar – caminhos de saída em muitas situações da vida. Lembro-me especialmente do início da pandemia de Covid-19, quando tentei alertar colegas médicos sobre a natureza trombótica da doença e acabei ridicularizada, levada a julgamento por charlatanismo no Conselho Federal de Medicina.
Na época, Ariadini me dizia para ter calma e persistência: a luta pela Ciência, em meio ao negacionismo, era travada no “macro e no microcosmo”; no nosso entorno, o trabalho precisava ser de formiguinha, até que a verdade se tornasse irrefutável.







