Nome é associado ao crescimento dos chifres de veados no início do verão para o Hemisfério Norte; semana terá também chuvas de meteoros 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Imagem da Lua feita a bordo da cápsula Orion, durante a Missão Artemis II — Foto: Nasa RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 19:30 Brasil se Prepara para Superlua e Chuvas de Meteoros em Julho O Brasil será palco de uma série de fenômenos astronômicos no final de julho, começando com a Lua Cheia do Veado em 29 de julho. Esta superlua, nomeada devido ao crescimento dos chifres dos veados no verão do Hemisfério Norte, será melhor observada à noite. Além disso, entre 30 e 31 de julho, duas chuvas de meteoros, Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas, coincidem no céu, apesar da forte luminosidade da lua poder dificultar a observação. Para apreciar os eventos, recomenda-se buscar locais escuros e usar aplicativos para identificar o radiante dos meteoros. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O fim de julho será marcado por uma sequência de fenômenos astronômicos visíveis do Brasil, e a programação será aberta já na quarta-feira (29), com a Lua Cheia do Veado. Entre a noite de quinta-feira (30) e a madrugada de sexta-feira (31), duas chuvas de meteoros — Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas — tomarão conta da paisagem celeste. Uma das superluas mais bonitas e esperadas do ano, a Lua do Veado — ou Lua Cheia de julho — poderá ser vista nesta quarta-feira, a partir das 11h37, em todo o país. No entanto, o melhor momento para observá-la é à noite, quando sua luminosidade fica mais visível. O que é a Lua do Veado? De acordo com a NASA, a superlua de veado (em inglês chamada "buck moon") recebe esse nome porque os novos chifres (ossos feitos principalmente de cálcio e fósforo) dos veados machos emergem de suas testas em camadas de pele aveludada no início do verão do hemisfério norte, o que coincide com a data da lua cheia, mas não é o fenômeno que influencia essa troca. Espetáculo da super lua flagrado no final da tarde de domingo no Arpoador — Foto: Bruno Dulcetti A lua cheia será visível durante toda a noite, desde que o céu esteja limpo e não haja obstáculos. A próxima lua cheia, apesar do nome, será um fenômeno regular, como ocorre mensalmente. A associação entre eventos astronômicos e acontecimentos do cotidiano vem de tradições culturais antigas, mesmo que não haja nada de incomum previsto para esta data. Em 2026, o fenômeno terá uma característica especial: a Lua aparecerá mais alta do que o habitual no Hemisfério Sul e estará posicionada na constelação de Capricórnio no momento da fase cheia. ‘Lua de Morango’: veja fotos pelo mundo em 2025 1 de 5 Lua cheia, conhecida como 'Lua de Morango', nasce sobre Bondi Beach, em Sydney — Foto: AFP 2 de 5 Lua cheia, conhecida como "Lua de Morango", em Pristina — Foto: AFP X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 "Lua de morango" surge sobre o estádio no Uruguai — Foto: AFP 4 de 5 Lua morango no centro de Los Angeles — Foto: AFP X de 5 Publicidade 5 de 5 Lua cheia nasce sobre o Dome de la Grave e o rio Garonne em Toulouse, sudoeste da França — Foto: AFP Esse nome foi dado à lua cheia de junho pelos nativos americanos, já que a temporada de colheita de morangos no hemisfério norte era realizada neste mês. Chuvas de meteoros Nesta mesma semana, ocorre um evento incomum: duas chuvas de meteoros alcançam o pico praticamente ao mesmo tempo. A Delta Aquáridas do Sul poderá produzir até 25 meteoros por hora, enquanto a Alfa Capricornídeas costuma registrar cerca de cinco meteoros por hora, mas é conhecida pelas chamadas "bolas de fogo" — meteoros maiores, mais brilhantes e de deslocamento lento. Apesar da coincidência dos fenômenos, as condições de observação não serão as ideais. Segundo a Sociedade Americana de Meteoros, cerca de 98% da superfície da Lua permanecerá iluminada na quinta-feira (30), o que reduzirá a visibilidade dos meteoros menos luminosos. Veja algumas fotos da Lua feitas por Marcelo Tchebes 1 de 6 Foto de Marcelo Tchebes da Lua atrás do Cristo Redentor — Foto: Divulgação/Marcelo Tchebes 2 de 6 Foto do Bondinho enquadrado dentro da Lua — Foto: Divulgação/Marcelo Tchebes X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 A Lua escondida atrás do morro Dois Irmãos — Foto: Divulgação/Marcelo Tchebes 4 de 6 A Lua atrás do Cristo Redentor — Foto: Divulgação/Marcelo Tchebes X de 6 Publicidade 5 de 6 Foto da Lua feita por Marcelo Tchebes — Foto: Divulgação/Marcelo Tchebes 6 de 6 Foto da Lua e o Cristo Redentor feita por Marcelo Tchebes — Foto: Divulgação/Marcelo Tchebes X de 6 Publicidade Fotógrafo brinca que tem alma lunar Para aumentar as chances de observação, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) recomenda buscar locais escuros, afastados da iluminação artificial. Também é aconselhável posicionar a Lua atrás de árvores, prédios ou colinas para minimizar seu brilho. Aplicativos de astronomia podem ajudar a localizar o radiante das chuvas de meteoros — ponto no céu de onde eles parecem surgir. Quanto mais alto esse ponto estiver acima do horizonte, maior será a probabilidade de avistar estrelas cadentes. Não é necessário utilizar telescópios ou binóculos para acompanhar os fenômenos, que poderão ser vistos a olho nu em todo o país, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.