Gianni Infantino garantiu que proposta de abrir direitos comerciais a investidores privados foi encerrada. Entidade sul-americana adotou um tom diferente da Uefa, que mantém boicote às competições 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gianni Infantino, presidente da Fifa — Foto: Alfredo ESTRELLA / AFP A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) se manifestou sobre o polêmico projeto do presidente da Fifa, Gianni Infantino, com a proposta de abrir direitos comerciais a investidores privados. O texto, divulgado nesta quinta-feira (6), traz desde a celebração do recuo quanto a esse plano como "preocupação com as reiteradas ações unilaterais" dentro da federação internacional. Num tom diferente do que a Uefa tem adotado, a Conmebol destacou o "respeito à institucionalidade". A entidade europeia afirmou que o pedido de desculpas de Infantino e a retirada do plano de venda de uma participação nos principais torneios não foram suficientes para encerrar a crise. Já a entidade sul-americana reitera sobre colocar o futebol em "primeiro lugar", apesar de o esporte ter passado, nos últimos dias, a "concentrar o debate público em temas relacionados à sua governança", como cita em trecho. A nota da Conmebol começa destacando que, diante dos acontecimentos recentes, "celebra a decisão da FIFA de retirar a proposta FIFA Forward Enterprise". Na semana passada, a Fifa anunciou que desistiu do projeto, num comunicado atribuído a Gianni Infantino. Agora, ele veio a público se desculpar e disse reconhecer erros na condução do processo. Na semana passada, numa nota em tom neutro, a entidade sul-americana anunciou um processo de consulta às federações membro e a convocação de uma reunião do conselho para avaliar a proposta que havia sido colocada por Infantino. No comunicado desta quinta-feira, disse que "o Conselho manifesta, de forma unânime, sua preocupação com as reiteradas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo nem aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento desse tipo de situação". Em outro trecho, a Conmebol destaca que a entidade deve privilegiar o diálogo, visando o aprimoramento do futebol. A nota diz: "Há mais de dez anos, a FIFA promoveu uma ampla reforma de seus Estatutos com o objetivo de fortalecer a institucionalidade, a transparência e a boa governança, estabelecendo procedimentos claros e mecanismos específicos para solucionar controvérsias que possam surgir no âmbito da família do futebol, garantindo o devido processo e o respeito às normas que regem nossa organização. Esse marco institucional constitui uma garantia para todos. Por isso, aqueles que têm a responsabilidade de conduzir nossas organizações devem sempre privilegiar o diálogo, o respeito às normas e a construção de consensos. Quando esses princípios são deixados de lado, perde o futebol e perdemos todos." A entidade finaliza pedindo respeito às eleições da Fifa, que começam a se desenhar ainda este ano com as candidaturas. A eleição presidencial está marcada para março de 2027, quando serão necessários ao menos 106 votos das 211 associações filiadas para garantir a vitória. "No próximo 18 de novembro de 2026 será encerrado o prazo para a apresentação de candidaturas à Presidência da FIFA. Posteriormente, o Congresso da FIFA elegerá, por meio do voto de suas 211 Associações Membro, a pessoa que terá a responsabilidade de conduzir a organização no próximo mandato, incluindo a organização da Copa do Mundo Centenária da FIFA 2030. Consequentemente, a CONMEBOL não apoiará qualquer atuação ou procedimento que desconsidere ou se afaste desses mecanismos institucionais", diz um trecho do comunicado.
Conmebol celebra recuo da Fifa sobre projeto comercial, condena 'ações unilaterais' e pede respeito às eleições
Gianni Infantino garantiu que proposta de abrir direitos comerciais a investidores privados foi encerrada. Entidade sul-americana adotou um tom diferente da Uefa, que mantém boicote às competições










