Novas capacidades de fibra curta são vistas como ameaça, porém mais distante, afirma Cristiano Teixeira, presidente da companhia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 “Seguimos muito confiantes na nossa fibra longa em Santa Catarina, baseada na floresta de pinus”, diz Cristiano Teixeira — Foto: Divulgação A Klabin disse, nesta quinta-feira (6), que o mercado global de fibra longa permanece seguro e resiliente para a companhia, enquanto novas capacidades de fibra curta são vistas como ameaça, porém mais distante. “Seguimos muito confiantes na nossa fibra longa em Santa Catarina, baseada na floresta de pinus”, disse Cristiano Teixeira, presidente da empresa, em teleconferência com analistas, quando discutiu os resultados financeiros do segundo trimestre. Confira os resultados e indicadores da Klabin e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 “Na fibra curta, [temos] uma ameaça que, provavelmente, vai levar alguns anos ainda [para se materializar], mas é bastante limitado o aumento de área plantada na China, onde também 70% da fibra do cavaco são importados do Vietnã”, disse. Segundo o diretor de celulose, Alexandre Nicolini, a fibra curta experimentou recuperação de preços no trimestre, mas o cenário recente é de ajuste. “A correção recente de preços na China teve como gatilho um maior consumo de fibras, mas o mercado já passou por esse ajuste e prevemos uma estabilidade a partir de setembro”, afirmou. “Apesar de a nossa exposição ao mercado chinês ser pequena, essa correção recente de preços acabou estimulando uma maior movimentação no consumo de fibras por lá”, disse. Já a fibra longa, disse o presidente, também se beneficia da redução de capacidades produtivas globais, como no Hemisfério Norte, o que ajuda a aumentar o diferencial de preço em favor da celulose da Klabin. “Os fechamentos definitivos e temporários de fábricas nessas regiões reduzem a oferta global de fibra longa, permitindo à Klabin capturar um prêmio de preço cada vez maior com seu produto premium”. O executivo afirmou ainda que, no segmento de celulose, o destaque tem sido a celulose “fluff”, de fibra longa, que mesmo respondendo por 30% do volume do segmento de celulose teve fatia de 40% na receita do negócio no segundo trimestre. “O fluff mantém um prêmio estrutural de US$ 300 a US$ 350 sobre a fibra curta”, disse. No mercado de papéis, a Klabin disse que o foco é expandir volumes e ganhar participação de mercado em cartões de alta qualidade, como embalagens de leite, cerveja e higiene. A ideia é mitigar a pressão global da deflação de cartões chineses de fibra curta. “Mesmo sob a ameaça da deflação e das exportações de cartão ‘folding’ chinês, a Klabin está ganhando market share de forma relevante em cartões premium em novas geografias onde antes não atuávamos”, afirmou Teixeira. O negócio de embalagens também tem cenário positivo, acrescentou. “Vivemos um momento especialíssimo na área de embalagens, muito consolidado em grandes clientes globais e com o ganho intrínseco de fabricar papéis mais leves que convertem mais caixas por tonelada”, afirmou.