A partir de agora, afirma Cristiano Teixeira, foco está restrito ao investimento na continuidade operacional e manutenção florestal 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cristiano Teixeira, CEO da Klabin — Foto: Gabriel Reis/Valor A Klabin disse, nesta quinta-feira (6), que depois de encerrar ciclo de investimento dos últimos anos – que envolveu a aquisição florestal do Projeto Caetê, de R$ 6,37 bilhões –, não deve efetuar novos grandes aportes no curto e médio prazos. Segundo Cristiano Teixeira, presidente da companhia, se houver novos investimentos, estes devem ser “marginais”, e serão comunicados ao mercado. Confira os resultados e indicadores da Klabin e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Essa pausa refere-se especificamente a investimentos em expansão ou crescimento de capacidade de produção, como a instalação de novas máquinas de papel ou grandes aquisições de ativos florestais. A partir de agora, disse, o foco da companhia está restrito ao investimento na continuidade operacional e manutenção florestal. “[O foco é] forte geração de fluxo de caixa livre. Não há investimentos significativos na Klabin nos próximos 5 anos. Se tiver investimento, vai ser marginal e a gente obviamente vai debater com vocês, trazer esse assunto. Nenhuma proposta vai ser feita para o conselho, não há expectativa nesse momento”, disse o executivo, em teleconferência com analistas, para discutir os resultados financeiros do segundo trimestre. No período, o lucro atribuído aos acionistas caiu 52%, para R$ 227,1 milhões, impactado pela valorização do real, que diminuiu receitas com exportação, e pelo aumento de custos de fabricação de produtos, diante da alta de insumos influenciada por conflitos geopolíticos. Analistas de mercado receberam o resultado positivamente, pela interpretação de que, operacionalmente, a companhia apresentou resultado melhor que o esperado, mesmo neste contexto. O Ebitda ajustado, embora tenha tido redução de 4% para R$ 1,96 bilhão, veio 10,1% acima da projeção do Itaú BBA e 4% do Citi, que esperavam queda maior. A estabilidade do custo caixa total consolidado por tonelada da Klabin — a métrica funciona como uma média integrada de todos os negócios — cresceu 1%, para R$ 3.204, por tonelada, o que também foi visto como positivo pelos analistas. Segundo o presidente da companhia, o desempenho do trimestre foi operacionalmente positivo, mesmo em ambiente adverso. “Foi um trimestre operacionalmente forte com mercado e questões operacionais sob controle, mesmo em mercado desafiante. Estamos ganhando market share em produtos, sempre pela nossa diferenciação da fibra longa. E [temos] uma expectativa ainda muito boa pela frente”, afirmou.
Não teremos grandes investimentos nos próximos 5 anos, diz presidente da Klabin
A partir de agora, afirma Cristiano Teixeira, foco está restrito ao investimento na continuidade operacional e manutenção florestal






