A falta de alianças em torno de Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula (PT), criará uma situação inédita nesta eleição: será a primeira desde a redemocratização em que apenas um candidato terá apoios para além do seu próprio partido, enquanto os demais estão isolados.

Nas outras nove eleições presidenciais desde 1989, pelo menos dois candidatos tinham alianças com outros partidos. O maior número foi em 2018, na primeira eleição após a operação Lava Jato, quando oito concorrentes tiveram coligações.

Neste ano, Lula concorrerá em aliança com sete legendas, o que lhe garantirá o maior tempo de propaganda eleitoral na TV e no rádio. Terá o apoio de PSB e PDT, além das federações PT/PCdoB/PV e PSOL/Rede. Flávio contará apenas com o PL e ficará com 20% menos publicidade do que o petista nos canais oficiais.

O presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin em convenção do PSB que selou reedição de aliança para chapa presidencial - Sergio Lima - 29.jul.26/AFP

Até esta quarta-feira (5), 13 candidaturas à Presidência foram anunciadas, das quais 12 com um único partido na cabeça de chapa e vice. O prazo final das convenções partidárias acabou na quarta, mas o registro pode ocorrer até o dia 15, o que permite que composições sejam feitas entre os candidatos.