Passar por treinos exaustivos e dietas restritas, bem como treinar poses e executá-las na frente de uma multidão são parte da rotina de um fisiculturista profissional. Para Renan Henrique Evangelista de Azevedo, no entanto, tudo o que envolve o esporte serve para que ele continue "inspirando pessoas e trazendo novos atletas".

Referência na categoria especial, o fisiculturista convive com três doenças autoimunes: diabetes mellitus tipo 1, atrofia do nervo óptico e bexiga neurogênica. Em entrevista à coluna, ele fala sobre representatividade e inclusão: "O esporte muda vidas. Mudou a minha e pode mudar a de muitas outras pessoas também. Se, de alguma forma, eu conseguir contribuir para que isso aconteça, já fico muito feliz (...) quando eu subo para competir, costumo dizer que estou representando muito mais gente do que apenas a mim mesmo. Estou representando todas as pessoas com deficiência e mostrando que elas também são capazes".

"Saber que posso ser uma luz na vida de outras pessoas é algo que me deixa extremamente feliz", ressalta o louveirense de 26 anos.

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Evangelista tem diabetes desde os 7 anos, perdeu totalmente a visão aos 17 e começou a treinar com 15. Com 21 anos, competiu no fisiculturismo pela primeira vez.