Pesquisa publicada no European Heart Journal identificou maior incidência de problemas cardiovasculares entre atletas profissionais da modalidade Catarina de Moura compartilhou uma homenagem a Gabriel Ganley nas redes sociais, relembrando momentos do relacionamento e chamando o fisiculturista de seu “primeiro e único amor”. — Foto: Reprodução/Instagram: @catcamr RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 09:30 Morte de Gabriel Ganley expõe riscos cardíacos no fisiculturismo O caso do fisiculturista Gabriel Ganley, morto aos 22 anos por cardiomiopatia hipertrófica, destacou os riscos cardiovasculares no fisiculturismo. Estudo no European Heart Journal indicou que a morte súbita cardíaca é a principal causa de óbito entre fisiculturistas, com incidência cinco vezes maior que em atletas amadores. O uso de esteroides e práticas extremas são apontados como fatores de risco. A pesquisa ressalta a necessidade de monitoramento médico e prevenção. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A morte do fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley, de 22 anos, voltou a chamar atenção para os riscos cardiovasculares associados ao fisiculturismo competitivo após o atestado de óbito apontar cardiomiopatia hipertrófica como causa da morte. A condição, caracterizada pelo espessamento anormal do músculo cardíaco, aparece no centro de um debate que ganhou força recentemente na comunidade médica: a incidência de morte cardíaca súbita entre atletas da modalidade. Um estudo publicado em 2025 no European Heart Journal apontou que a morte súbita cardíaca foi a principal causa de óbito identificada entre fisiculturistas analisados em uma pesquisa internacional com mais de 20 mil atletas homens. O levantamento, conduzido por pesquisadores ligados à Universidade de Pádua, na Itália, analisou 20.286 atletas que participaram de competições da Federação Internacional de Fitness e Fisiculturismo (IFBB) entre 2005 e 2020. Durante o período monitorado, foram registradas 121 mortes. Destas, 46 foram classificadas como mortes cardíacas súbitas, o equivalente a 38% dos óbitos identificados. Os pesquisadores afirmam que autópsias disponíveis de atletas mortos subitamente mostraram, de forma recorrente, aumento do coração e hipertrofia ventricular — quadro associado a arritmias graves e insuficiência cardíaca. O estudo também concluiu que fisiculturistas profissionais apresentaram risco mais de cinco vezes maior de morte cardíaca súbita em comparação com atletas amadores. Pressão extrema sobre o organismo Segundo os autores, embora o fisiculturismo envolva treinamento físico intenso, a preparação para competições frequentemente inclui práticas consideradas agressivas ao organismo, como restrição calórica extrema, desidratação, uso de diuréticos e consumo de substâncias para ganho de massa muscular e definição corporal. A pesquisa também cita o uso de esteroides anabolizantes como um dos fatores associados ao aumento do risco cardiovascular. De acordo com os autores, essas substâncias podem provocar hipertensão, alterações estruturais no coração, fibrose cardíaca e maior predisposição a arritmias potencialmente fatais. Gabriel Ganley acumulava cerca de 1,7 milhão de seguidores no Instagram e ficou conhecido por conteúdos sobre musculação e rotina fitness. Entre 2023 e 2024, participou de competições de fisiculturismo natural, modalidade que proíbe o uso de substâncias para melhora de desempenho. No ano passado, porém, revelou nas redes sociais que havia iniciado o uso de anabolizantes e insulina. Em vídeos publicados recentemente, o influenciador relatava episódios de “confusão mental” e suor excessivo após consumir insulina, hormônio utilizado por alguns fisiculturistas para acelerar ganho muscular e recuperação física. O estudo afirma que a popularização do fisiculturismo e da cultura de hipertrofia nas redes sociais transformou o tema em uma questão de saúde pública que ultrapassa atletas profissionais. Os autores defendem maior acompanhamento médico, intensificação de controles antidoping e estratégias preventivas voltadas também para frequentadores comuns de academias.
Caso Gabriel Ganley: Estudo com 20 mil atletas aponta morte cardíaca súbita como principal causa de óbito entre fisiculturistas
Pesquisa publicada no European Heart Journal identificou maior incidência de problemas cardiovasculares entre atletas profissionais da modalidade















