Continente europeu é o que mais aquece no mundo e tem sido castigado neste verão por temperaturas recordes e incêndios florestais devastadores 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vista aérea de um toboágua fechado no Lago Velence, o terceiro maior lago da Hungria, que está secando após anos de seca e retenção insuficiente de água, o que levou a níveis de água criticamente baixos, em Velence, Hungria , 6 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Marton Monus A Itália adotou nesta quinta-feira a medida inédita de colocar todas as suas principais cidades no nível máximo de alerta de saúde devido às altas temperaturas. Enquanto isso, a Hungria desligou a iluminação de alguns de seus edifícios mais emblemáticos para economizar energia em meio a uma intensa onda de calor que continua atingindo grande parte da Europa. O continente europeu é o que mais aquece no mundo e tem sido castigado neste verão por temperaturas recordes e incêndios florestais devastadores, com França e Espanha particularmente afetadas nas últimas semanas. O foco da onda de calor se deslocou desde então para o leste do continente, com a Áustria registrando sucessivos recordes nacionais de temperatura nesta semana, atingindo o pico de 41,2°C na quarta-feira. A Itália está acostumada a verões quentes, mas o alerta vermelho emitido pelo Ministério da Saúde abrange desde Palermo, na ilha da Sicília, no sul, até Bolzano, na região montanhosa do norte. Esse nível de alerta indica uma potencial emergência de saúde pública, com temperaturas elevadas prolongadas representando risco grave para toda a população. Na cidade de Gênova, no noroeste do país, pessoas com 65 anos ou mais podem escapar do calor visitando gratuitamente museus e bibliotecas durante as horas mais quentes do dia ao longo deste mês. Em Roma, a prefeitura prorrogou por dez dias, até 14 de agosto, o programa que oferece sessões gratuitas em cinemas climatizados. Com os rios em níveis historicamente baixos, a região do Piemonte, cuja capital é Turim, decretou estado de emergência nesta semana devido à seca e ao risco de incêndios florestais. Baixo nível dos rios provoca problemas A Hungria desligou à noite a iluminação decorativa e não essencial de todos os prédios públicos, incluindo o Parlamento, grande parte do Castelo de Buda e a Ponte das Correntes, para economizar energia. O nível recorde de baixa do rio Danúbio obrigou o país a praticamente interromper a operação de sua única usina nuclear, que utiliza as águas do rio para resfriamento, levando o sistema elétrico ao limite de sua capacidade. Na Romênia, autoridades se preparavam para afundar quatro barcaças carregadas de pedras no Danúbio para redirecionar o fluxo de água até o único reator nuclear ainda em operação no país e garantir mais alguns dias de funcionamento. Na capital romena, Bucareste, a intensidade da iluminação pública foi reduzida em um terço, e as luzes de prédios históricos e museus passaram a ser desligadas durante a noite para economizar eletricidade. O baixo nível das águas também afeta a navegação no rio Reno, na Alemanha, onde muitas embarcações conseguem navegar apenas parcialmente carregadas, elevando os custos de transporte. O Reno é uma importante rota para o escoamento de grãos, minerais, carvão e derivados de petróleo. Paisagem urbana de Budapeste, com as luzes apagadas em pontos turísticos para reduzir o consumo de energia devido a uma crise energética em Budapeste, Hungria , 5 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Bernadett Szabo Refúgio em uma caverna fresca Na Bósnia, turistas têm buscado abrigo nas temperaturas permanentemente baixas da caverna Vjetrenica, reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco, para escapar do calor de cerca de 40°C registrado do lado de fora. A Vjetrenica, cujo nome significa "caverna dos ventos", fica no sul da Bósnia e Herzegovina, cerca de 25 quilômetros ao norte da cidade adriática de Dubrovnik, na Croácia, destino diário de navios de cruzeiro com milhares de visitantes. O número de pessoas autorizadas a entrar na caverna é limitado devido à fragilidade ambiental do local. Com temperatura constante de 11°C durante todo o ano, ela se tornou um refúgio tanto para a biodiversidade quanto para os visitantes. Turistas visitam a Caverna Vjetrenica, Patrimônio Mundial da Unesco, onde a temperatura permanece constante em 11°C, para escapar do calor do verão enquanto os Balcãs sofrem com repetidas ondas de calor, em Ravno, Bósnia e Herzegovina, 31 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Amel Emric
Itália entra em alerta máximo, e Hungria apaga luzes em meio à onda de calor que castiga a Europa
Continente europeu é o que mais aquece no mundo e tem sido castigado neste verão por temperaturas recordes e incêndios florestais devastadores














