Com poucos dias de diferença, duas decisões de igrejas presbiterianas escancararam o quanto o campo evangélico brasileiro é mais diverso do que parece. De um lado, a Igreja Presbiteriana Unida aprovou a inclusão de pessoas homoafetivas como membros plenos de suas comunidades. De outro, a Igreja Presbiteriana do Brasil reiterou o veto à ordenação de mulheres, mantendo-as fora do púlpito.
Essas denominações não estão entre as maiores em número de fiéis. Justamente por isso ajudam a enxergar um movimento mais amplo: o crescimento do pluralismo religioso. Quem ainda imagina os evangélicos como um bloco homogêneo não está prestando atenção.
Engana-se também quem acha que essa diversificação é exclusividade das igrejas do chamado protestantismo histórico, mais ligadas à classe média. No universo pentecostal, processos semelhantes estão em curso. Em geral, as grandes denominações preservam posições conservadoras. Mas, nas margens, surgem alternativas que dialogam de forma mais direta com mudanças de costumes.
Um exemplo é a Igreja Cidade Refúgio, fundada em São Paulo pelo casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha. Trata-se de uma igreja pentecostal no estilo musical, culto e interpretação bíblica. A diferença é que é composta majoritariamente por pessoas LGBTQIA+.








