Depois do empate sem graça no jogo de ida, a equipe foi reforçada com o retorno de Thiago Mendes, que cumprira suspensão nos primeiros 90 minutos. A outra novidade foi a presença de Brenner no comando de ataque. A superioridade do Vasco se deu, principalmente, pelo compromisso e gana sem bola. O time teve capacidade e força física para pressionar o Fluminense em zonas importantes do campo. A marcação não começava lá em cima, nas linhas de passe do goleiro Fábio para os zagueiros, e sim quando os atletas de defesa tentavam passes na direção das laterais. Comemoração do gol de Brenner em Fluminense x Vasco, pelas oitavas da Copa do Brasil — Foto: André Durão Assim que havia um passe lateral, os jogadores do Vasco se lançavam para frente, saindo para pressionar. Neste sentido, o lateral Paulo Henrique foi fundamental: o camisa 96 interceptou Guilherme Arana e Savarino, pelo menos, três vezes. Nuno Moreira, de atuação tímida ofensivamente, foi importante para recomposição de Canobbio, jogador mais perigoso do Fluminense na ida. O leve meio-campo foi bom o suficiente para anular e espelhar o setor do rival, que é marcado por jogadores de bom passe. Sem um "cão de guarda", a estratégia da equipe para deter o Fluminense era valorizar a bola e, no momento da perda, correr atrás de forma imediata. Ao não dar tempo para o rival respirar, o Vasco foi dono do jogo. No ataque, um jogo considerado simples deu a tônica da complexidade da atuação. Não houve movimentações profundas ou um jeito diferente de jogar. Com bola, Pedro Emanuel montou a equipe tendo Jair recuando entre os zagueiros para liberar o avanço dos laterais. O lado direito, onde Arana teve péssima atuação, foi o foco dos ataques. "O favorito sempre tem a cruz no peito": João Almirante celebra classificação do Vasco A estrela do treinador também brilhou. Brenner, de passagem marcada por altos e baixos até agora no clube, brilhou com dois gols. O primeiro, em chute de fora da área que contou com desvio em Ignácio; o segundo, contando justamente com o desenho da atuação: roubo de bola no meio-campo, avanço rápido pela direita, cruzamento de Andrés Gómez e bola na rede. O Fluminense diminuiu e naturalmente pressionou no fim, mas o gol de Puma Rodríguez selou a classificação e deu números finais a uma classificação justa. Foi, com bastante folga, a melhor atuação do Vasco na temporada. E com méritos para a estratégia da comissão técnica. Assista tudo sobre o Vasco no ge, na Globo e no SporTV:
Análise: Vasco faz melhor jogo de 2026 e elimina Fluminense com autoridade e justiça | Ge
Estratégia de Pedro Emanuel é praticamente perfeita em vaga merecida na Copa do Brasil










