Cruz-maltino conquista classificação merecida que escancara diferença de comportamento no clássico 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Brenner abre os braços para comemorar com os companheiros de Vasco um de seus dois gols na vitória sobre o Fluminense por 3 a 1 pelas oitavas de final da Copa do Brasil, no Maracanã — Foto: Marcelo Theobald É verdade que o primeiro jogo deixou muito a desejar tecnicamente, não à toa terminou em 0 a 0. Mas o confronto decisivo entre Fluminense e Vasco pela vaga nas quartas da Copa do Brasil, ontem, no Maracanã, veio para mostrar que uma mudança de comportamento é necessária nesses momentos. Mas só um time entendeu isso. Desde que a bola começou a rolar, o cruz-maltino mostrou a postura que se pede em uma eliminatória: foi agressivo e destemido, diante de um tricolor que se acovardou novamente. O time de Pedro Emanuel venceu por 3 a 1 e mereceu a classificação — o rival na próxima fase será decidido em sorteio na próxima terça-feira. Brenner fez dois gols, com Puma completando para os vascaínos. Martinelli descontou. Se o Fluminense não apresentou mudanças na escalação, o Vasco promoveu três novidades para o confronto decisivo: Thiago Mendes, Nuno Moreira e Brenner — o herói da noite. O capitão da equipe estava suspenso no primeiro jogo, enquanto o meia e o atacante entraram nos lugares de Adson e David, respectivamente. As alterações à frente fizeram com que Andrés Gómez, que costumar atuar pelo corredor esquerdo, invertesse de lado. Foi justamente por ali que o colombiano infernizou a vida de Arana. Na primeira chegada com perigo, passou facilmente pelo lateral, cruzou na linha de fundo e viu o goleiro Fábio não cortar a bola. Na sequência, Ignácio ainda afastou mal, mas Thiago Mendes finalizou por cima. Embora as arquibancadas do Maracanã estivessem mais divididas ontem — a maioria foi cruz-maltina no primeiro jogo —, em campo o que se viu foi um completo domínio do Vasco nos primeiros minutos. Prova disso é que a equipe chegou a ter mais de 70% de posse de bola em determinada momento da partida. Ao mesmo tempo, esse volume ofensivo não obrigou Fábio a fazer tantas defesas. Ao menos no início. Encurralado, o Fluminense parecia estar sentindo emocionalmente o peso de mais um duelo decisivo. Para a equipe que mais fica com a bola no Brasileirão, a postura defensiva a deixava totalmente irreconhecível e irritava sua torcida. Dentro de campo, os jogadores também demonstravam esse sentimento negativo. John Kennedy levou um cartão amarelo bobo por jogar a bola em cima de Cuiabano, que já estava fora da linha lateral. Diante da fragilidade do rival, o Vasco não tirou o pé do acelerador. Pelo contrário, seguiu pressionando tanto na fase ofensiva quanto na defensiva, mas ainda faltava aquele algo a mais. Coube a Brenner engatar a quinta marcha. Após passe na medida de Thiago Mendes, o atacante teve tempo para girar o corpo, observar o posicionamento adiantado de Fábio e contar com um leve desvio em Ignácio para superar o goleiro. O camisa 20 quebrou um jejum de quase quatro meses sem marcar. Um gol que fazia jus ao que se via em campo. A primeira oportunidade de perigo do Fluminense veio apenas aos 44 minutos. John Kennedy aproveitou um corte errado de Robert Renan para finalizar diante de Léo Jardim, que, enfim, sujou a roupa, mas sem tanta dificuldade. Amplamente superior, o Vasco foi para o intervalo com o dobro de finalizações: 8 a 4. Luis Zubeldía, técnico do Fluminense — Foto: Marcelo Theobald/ Agência O Globo Há quase um ano no comando do tricolor, Zubeldía não costuma fazer substituições na volta do vestiário. Mas o senso de urgência mudou esse costume: Nonato entrou no lugar de Savarino. O treinador tinha a intenção de povoar o meio-campo, o que acabou se mostrando uma alteração conservadora pelo momento do jogo. O Fluminense até ameaçou uma reação, com uma bola na trave de Canobbio, mas foi o torcedor cruz-maltino que ficou “louco da cabeça” na arquibancada. Brenner, herói da noite E, de novo, com Brenner, que assumiu definitivamente a responsabilidade no clássico. Após Lucho Acosta errar um passe, Andrés Gómez foi lançado pela direita e cruzou para o camisa 20 se antecipar a Ignácio e contar com a colaboração de Fábio no lance. A partir dali, o Vasco jogou um balde de água fria na remota possibilidade de reviravolta. Para piorar a situação do lado tricolor, John Kennedy saiu de campo chorando após dividida com Paulo Henrique. O Moleque de Xerém deu lugar a Cano, enquanto Canobbio e Lucho foram vaiados ao saírem para as entradas de Hulk e Ganso. Logo depois disso, Arana isolou uma bola de forma inacreditável após Léo Jardim sair mal do gol. O Vasco aumentou o controle da partida diante de um Fluminense perdido em campo, mas ficou a sensação de que o time de Pedro Emanuel não “girou a faca” para matar de vez o confronto com um placar mais elástico. E aí o tricolor contou com seus veteranos para, enfim, sair do buraco. Ganso subiu a produção ofensiva, enquanto Hulk fez bela jogada e acertou um cruzamento na medida para Martinelli tocar para o fundo da rede e fazer 2 a 1. Hulk disputa bola com Paulo Henrique em Vasco x Fluminense — Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo O jogo incendiou de vez dentro e fora de campo. De um lado, um Fluminense que deixou qualquer estratégia de lado e foi na base do coração. Do outro, um Vasco que se mostrou mais organizado para armar um contra-ataque letal. E ele veio nos acréscimos: Adson tocou para Puma Rodríguez fechar o placar. Classificação merecida que escancarou a diferença de comportamento no clássico.
Análise: Vasco se beneficia de postura agressiva diante do Fluminense, que se acovarda em jogo decisivo na Copa do Brasil
Cruz-maltino conquista classificação merecida que escancara diferença de comportamento no clássico
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