Em atuação superior, cruz-maltino repete roteiro da semifinal da temporada passada, vence por 3 a 1 e está nas quartas de final 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Brenner marca golaço para o Vasco diante do Fluminense — Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo Que o torcedor do Vasco está irradiante com nova classificação sobre o Fluminense na Copa do Brasil e a vaga nas quartas de final é mais do que certo. Mas ninguém saiu de campo mais feliz que Brenner. Uma das novidades do treinador Pedro Emanuel para tentar mudar o roteiro do empate sem gols da partida de ida, o atacante marcou ambos os gols de sua equipe na vitória por 3 a 1 — Martinelli e Puma Rodríguez completaram o placar. Em meio a uma temporada marcada por críticas e falhas em outros momentos, o herói da noite no Maracanã pode vislumbrar novas águas pela frente no cruz-maltino daqui para frente. A vaga ficou com justiça nas mãos do time que mais apresentou intensidade nos duelos. Em boa parte do tempo, o cruz-maltino conseguiu impor sua proposta em cima do tricolor, com muitas roubadas de bola e jogadas aceleradas desde a defesa. Em sintonia com a arquibancada lotada na sua metade do estádio, a equipe foi superior tanto trabalhando com a bola no pé quanto saindo em transições. E foi exatamente com este leque de opções que Brenner se consagrou. Aos 35 minutos de um primeiro tempo que o Vasco dominou, o camisa 20 marcou um golaço. Após receber passe de Thiago Mendes em jogada iniciada na defesa, o atacante encontrou espaço e tempo suficiente entre as linhas da defesa do Fluminense para soltar um balaço de fora da área. A bola desviou levemente em Ignácio e encobriu Fábio, que ficou rendido. O segundo saiu aos seis do segundo tempo, quando o tricolor ensaiava uma reação, mas tomou um banho de água gelada. Lucho Acosta perdeu a bola no meio do campo, e Tchê Tchê lançou rapidamente para Andrés Gómez. Pela direita, o colombiano cruzou para Brenner, que se adiantou à marcação de Ignácio e tocou rasteiro para as redes. Novamente, Fábio não foi capaz de parar o chute. Em geral, a marcação cerrada do Vasco no meio quase sempre originou lances perigosos, e a equipe predominava pelos lados. Pela esquerda, Cuiabano fez excelente partida, enquanto pela direita, Igor Rabello e Guilherme Arana ofereceram espaços que foram até pouco aproveitados por Andrés Gómez e Paulo Henrique. Hulk disputa bola com Paulo Henrique em Vasco x Fluminense — Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo O clássico aflorou os nervos, sobretudo do Fluminense, que teve John Kennedy levando cartão amarelo logo no início. Além disso, Savarino e Lucho Acosta eram incapazes de articular o time do treinador Luis Zubeldía, cada vez mais pressionado no cargo. No segundo tempo, o argentino chegou a fazer uma substituição tripla, lançando os veteranos Hulk, Germán Cano e Paulo Henrique Ganso. O instinto de sobrevivência até fez o Fluminense reagir e encontrar um gol. Após boa jogada de Hulk rompendo a defesa do Vasco e cruzando pela direita, Martinelli apareceu na área para completar de primeira. Naquele momento, o rival havia recuado e parado de produzir jogadas de ataque, o que dava brecha para uma remontada. Mas parou por aí. Assim como na semifinal do ano passado, foi o cruz-maltino quem comemorou, com direito a um prego no tampa da caixão no apagar das luzes. No último lance do clássico, Thiago Mendes lançou Adson, que só rolou para Puma Rodríguez decretar o baile na Barreira. No início de março, Brenner teve em seus pés a chance para enviar o Vasco à final do Campeonato Carioca, mas o atacante perdeu um pênalti decisivo diante de Fábio. Desta vez, foram seus dois gols que fizeram o clube voltar mais uma vez às quartas da Copa do Brasil. O adversário será conhecido no sorteio da próxima terça-feira. No fim de semana, ambas as equipes voltam a campo pelo Brasileirão. No sábado, às 21h, o Fluminense tem novo clássico pela frente, desta vez contra o Botafogo, no Nilton Santos. Já no domingo, às 16h, o Vasco visita o Bahia, na Fonte Nova.