Quadrilha com 30 pessoas movimenta R$ 118 milhões com documentos fraudulentos para autorizações de residência de brasileiros e imigrantes de outras nacionalidades 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Carro da Polícia de Segurança Pública estacionado em Lisboa — Foto: Chris Kursikowski/Unsplash/Divulgação Uma rede de regularização falsa de imigrantes, com ajuda de funcionários de serviços públicos, foi acusada de atividades criminosas pelo Ministério Público (MP) de Portugal. As regularizações fraudulentas incluíram a emissão de documentos em condições irregulares para autorizações de residência de brasileiros e imigrantes de outras nacionalidades, segundo MP. “Assim lograram, todos os suspeitos, obter a regularização ilegítima de milhares de cidadãos estrangeiros, muito dos quais sem se encontrarem sequer em território nacional”, informou o MP. A acusação revelou que funcionários do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foram corrompidos em troca da emissão dos números de pacientes. Fazia parte do esquema uma funcionária da Direção Geral dos Serviços Consulares, responsável pelas certificações de nada consta criminal: “ (...) mediante contrapartida monetária, certificava como reais alegadas assinaturas de funcionários consulares portugueses nos países de origem dos cidadãos estrangeiros”. (“...) a funcionária pegou um selo do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que levou para sua casa. Com familiares, procederam à certificação de documentos forjados”, completou o MP. O esquema consistia na falsificação de contratos de trabalho emitidos por empresas de fachada, de recibos de pagamento e comprovantes de residência em Portugal. Eram emitidas declarações da Segurança Social atestando contribuições, que depois foram descobertas como falsificações. A acusação do MP envolve ao menos 30 suspeitos pelos crimes de auxílio à imigração ilegal, falsificação de documento, corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros. “(...) visava a legalização de estrangeiros obtendo para os mesmos, de forma fraudulenta, autorização de residência em Portugal”, informou o MP. A rede teria movimentado € 20 milhões (R$ 118 milhões) em território português: “(...) valor cuja perda a favor do Estado foi pedida, para além dos objetos, veículos e imóveis apreendidos”, revelou o MP.
Rede de imigração ilegal tem ajuda de funcionários públicos em Portugal
Quadrilha com 30 pessoas movimenta R$ 118 milhões com documentos fraudulentos para autorizações de residência de brasileiros e imigrantes de outras nacionalidades






