Anthony Bourdain, o chef e apresentador americano mitificado por fãs, teve uma vida relativamente bem documentada. Mas os capítulos mais públicos de sua trajetória de 61 anos, até sua morte, em 2018, não incluíam os primeiros passos do período inicial de sua jornada.

"Tony", uma cinebiografia dirigida pelo canadense Matt Johnson, chega aos cinemas dos Estados Unidos nesta sexta-feira (7) para reconstruir esse trecho diante de uma dúbia expectativa dos fãs: os que temem o resultado e os que preveem o sucesso. As críticas têm sido positivas em sua maioria. Ainda não há, porém, data para estreia no Brasil.

O filme aborda um pequeno, mas precioso, trecho da vida de Bourdain. Em meados da década de 1970, durante as férias de verão, ele saiu de Nova Jersey e foi para a vila costeira de Provincetown (ou P-town), em Massachusetts, um tempo que lhe mostrou que seu lugar era a cozinha e o levou a ingressar posteriormente no Culinary Institute of America, uma das mais prestigiadas escolas de gastronomia do país.

Interpretado por Dominic Sessa (conhecido por "Os Rejeitados"), Bourdain (Tony, vamos chamá-lo assim) é então um jovem desiludido e apaixonado. Com a benevolência de um chef de cozinha interpretado por Antonio Banderas, ganha uma vaga para lavar pratos em um restaurante em troca de abrigo —uma rede na varanda da casa do chef.