Depois da fase dos assistentes virtuais, o uso corporativo da inteligência artificial começa a se deslocar para a produção e a atualização do conhecimento. A Inspand estruturou um núcleo próprio para disputar esse espaço 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Dorian Lacerda, fundador da Inspand, e Cristiano Franco, CEO da Inspand. — Foto: Divulgação A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de produtividade para assumir um papel estratégico dentro das empresas. Depois de uma primeira fase marcada pela popularização dos assistentes virtuais e pela automação de tarefas, uma nova fronteira começa a ganhar espaço: o uso da tecnologia para criar, organizar, distribuir e atualizar o conhecimento corporativo. A mudança acontece em um momento no qual empresas de diferentes setores precisam revisar, em velocidade cada vez maior, as competências necessárias para competir. Segundo o relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, 39% das habilidades atualmente exigidas dos profissionais devem ser transformadas ou se tornar obsoletas até 2030. O estudo ouviu mais de mil grandes empregadores, que representam mais de 14 milhões de trabalhadores em diferentes países. O mesmo levantamento projeta que as mudanças estruturais do mercado de trabalho devem afetar 22% dos empregos até 2030, com a criação de 170 milhões de novas funções e o deslocamento de 92 milhões, o que resulta em um saldo positivo de 78 milhões de postos. Para as áreas de gestão de pessoas, porém, o dado relevante não é o saldo, e sim a rotatividade de competências que ele revela. Esse cenário pressiona as organizações a criarem modelos mais contínuos, personalizados e escaláveis de aprendizagem. Em vez de desenvolver um treinamento e mantê-lo por vários anos, as áreas de Recursos Humanos passam a lidar com conteúdos que precisam ser revisados quase em tempo real. A percepção já está consolidada entre os profissionais da área. Em pesquisa divulgada pelo LinkedIn em 2025, 91% dos especialistas em aprendizagem e desenvolvimento consultados afirmaram que aprender continuamente se tornou mais importante do que nunca para o sucesso profissional. O desafio prático, no entanto, é de outra ordem: produzir, revisar e distribuir esse volume de material com equipes que não cresceram na mesma proporção. É nesse contexto que a Inspand Educação Corporativa estruturou o INLab, núcleo próprio dedicado ao desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial. Com mais de 31 anos de atuação, a Inspand informa ter atendido mais de 300 empresas e alcançado mais de 7 milhões de usuários em sua plataforma de aprendizagem, além de ter emitido mais de 50 milhões de certificações. Em apenas quatro meses, o INLab desenvolveu novas soluções para problemas recorrentes das áreas de treinamento, desenvolvimento e gestão do conhecimento. Entre elas está o Sales Roleplay, uma plataforma de treinamento e desenvolvimento de vendedores que utiliza inteligência artificial para reproduzir situações comerciais. A ferramenta permite que profissionais pratiquem abordagens, contornem objeções e recebam avaliações antes de conduzir conversas reais com clientes. A principal aposta do núcleo, no entanto, é o crIAr, plataforma posicionada pela empresa como a mais inteligente fábrica de conteúdo com IA. O crIAr reúne criação, curadoria e edição de conteúdos em uma mesma plataforma. A proposta é permitir que profissionais de marketing, treinamento e desenvolvimento transformem informações, documentos e conhecimentos internos em diferentes formatos de conteúdo. O diferencial, segundo a Inspand, está na especialização da inteligência utilizada pela ferramenta. Em vez de operar apenas como um gerador genérico de textos e vídeos, a plataforma foi desenvolvida com base na experiência da companhia em educação corporativa. A IA vem preparada para aplicar metodologias relacionadas à aprendizagem de adultos, construção de jornadas educacionais, microlearning, storytelling, roteirização e engajamento. "A tecnologia disponível no mercado já consegue gerar conteúdo. O nosso desafio foi construir uma inteligência que também compreenda por que um conteúdo engaja, ensina e gera aplicação prática", afirma Cristiano Franco, CEO da Inspand. Para a Inspand, a IA não substitui especialistas, educadores ou profissionais de conteúdo. Sua função é reduzir o trabalho operacional, apoiar a curadoria e ampliar a capacidade de produção das equipes. "A tecnologia acelera processos. A inteligência humana continua responsável pela estratégia, pelo repertório e pelas decisões", diz Cristiano Franco. Com o INLab, a companhia pretende participar de uma transformação que vai além da digitalização dos treinamentos. A aposta é que a próxima etapa da educação corporativa será marcada por plataformas capazes de produzir, adaptar e distribuir conhecimento de forma cada vez mais rápida e contextualizada. Resta saber o que acontece com a qualidade daquilo que se aprende quando a produção de conteúdo deixa de ser o gargalo. Se as barreiras de custo e de tempo caírem, a pergunta que sobra para as empresas não será mais quanto material elas conseguem produzir, e sim qual conhecimento vale a pena preservar, ensinar e atualizar.
A IA acelera a transformação da educação corporativa e empresa brasileira antecipa movimento do mercado
Depois da fase dos assistentes virtuais, o uso corporativo da inteligência artificial começa a se deslocar para a produção e a atualização do conhecimento. A Inspand estruturou um núcleo próprio para disputar esse espaço








