Uma semana após cerca de 72 mil migrantes entrarem em Ceuta a nado ou a pé, homens jovens acampam no cemitério da cidade da Espanha no norte da África. Os centros de acolhimento enfrentam dificuldades para lidar com a crise migratória.
"Viemos para cá como migrantes ilegais e planejamos, se Deus quiser, atravessar para a terra feliz. Queremos encontrar trabalho e ajudar nossos pais", diz o marroquino Yaser, 21. "Gostamos daqui. É bonito. Queremos ter uma vida boa. Estamos aqui há uma semana sofrendo. Esperamos que encontrem uma solução para nós, para que possamos ir à Europa, se Deus quiser."
Os jovens dormem sobre cobertores no cimento ou na grama entre as lápides, onde também mantêm seus pertences em sacolas plásticas.
Na segunda-feira (3), centenas de migrantes montaram um acampamento improvisado em uma praia do exclave espanhol. Muitos também estão alojados em instalações improvisadas em armazéns ou dormindo em parques.
"Ainda há menores em nossas ruas, e isso é uma prioridade, uma grande preocupação", afirmou nesta quarta-feira (5) o representante do governo na cidade autônoma, Miguel Ángel Pérez.











