Estratégia deve ser implementada ao longo dos próximos 24 a 36 meses, diz o CEO Andy Sullivan 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fachada de sede da seguradora americana Prudential — Foto: Divulgação A Prudential Financial Inc. busca gerar mais de US$ 3 bilhões com a saída de suas operações em mercados emergentes, visando concentrar-se em mercados principais e fortalecer sua unidade de gestão de ativos. A empresa americana, cujas operações de seguros atualmente abrangem dez países, está buscando ativamente vendas que reduzirão esse número pela metade, aproximadamente, à medida que pretende focar nos EUA, na Europa e no Japão, disse o CEO Andy Sullivan em entrevista. A estratégia deve ser implementada ao longo dos próximos 24 a 36 meses, afirmou ele. "Queremos estar em grandes mercados endereçáveis, com ventos favoráveis estruturais, onde sabemos que temos capacidade para competir e vencer", disse Sullivan na entrevista. Os atuais mercados emergentes da Prudential incluem Brasil, México, Índia, Gana e África do Sul. A empresa já anunciou a venda de suas operações de seguros no Quênia e na Indonésia. Os resultados do segundo trimestre da empresa, divulgados na terça-feira (4), superaram as estimativas de Wall Street. O lucro operacional por ação após impostos subiu cerca de 14% em relação ao ano anterior, para US$ 4,08. Sua divisão de gestão de ativos, a PGIM, registrou um salto de 28% no lucro operacional ajustado, para US$ 294 milhões, impulsionado em parte por taxas de gestão mais elevadas. As ações da Prudential caíram até 4,8%, chegando a US$ 117,63 por ação, nesta quarta-feira em Nova York. Sullivan detalhou a decisão de sair dos mercados emergentes durante a teleconferência de resultados da empresa com analistas, realizada nesta quarta-feira. "Estamos tomando decisões difíceis para restringir nosso foco, para concentrar nosso capital, nosso talento e nossos investimentos onde sabemos que podemos ganhar escala e vencer", disse Sullivan, acrescentando que manter uma presença mais ampla consumia mais recursos. “Eu não subestimaria o volume de capital, os recursos de investimento e a atenção da gestão que essa gama mais ampla de mercados exigiu”, disse ele. Sullivan, que assumiu o cargo de CEO no ano passado, busca reduzir a presença da Prudential e realocar recursos para seus negócios que exigem menos capital — a gestora de ativos PGIM, bem como suas unidades de seguro coletivo e de vida individual — para impulsionar o crescimento dos lucros e o valor para os acionistas. As ações da empresa subiram cerca de 12% desde que Sullivan assumiu a presidência, enquanto o índice Dow Jones US Life Insurance registrou alta de 19%. Desde que assumiu o cargo, Sullivan teve de lidar com uma investigação regulatória envolvendo má conduta de funcionários em sua unidade no Japão. No início deste ano, a empresa suspendeu voluntariamente as vendas de seguros de vida no país até 5 de novembro, em uma medida para restaurar a confiança. Isso forçou a Prudential a rever sua meta de crescimento do lucro por ação, apenas um ano após tê-la estabelecido. Sullivan afirmou que a empresa permanece comprometida com o Japão, mesmo que a contribuição relativa do país para os lucros possa diminuir à medida que outros negócios crescem. “À medida que a Prudential do Japão se recupera e a demanda dos clientes continua migrando para produtos de aposentadoria e investimento, esperamos que o Japão continue sendo uma fonte significativa de criação de valor a longo prazo”, disse a diretora financeira, Yanela Frias, durante a teleconferência de resultados. Planos para a PGIM O CEO pretende expandir a PGIM, em parte por meio de aquisições, com o objetivo de elevar a contribuição da unidade para os resultados da Prudential a 25% do lucro operacional ajustado, em comparação com cerca de 12% atualmente. A PGIM também visa melhorar sua margem, elevando-a para mais de 30% ao longo do tempo. Sullivan pretende ampliar a oferta da gestora nas classes de ativos de financiamento lastreado em ativos e empréstimos diretos, uma vez que a empresa busca retornos mais elevados para sustentar preços competitivos em seus produtos de aposentadoria. “Buscamos um crescimento acelerado, em particular no segmento de ativos alternativos privados”, disse Sullivan. “Trata-se de ativos que geram taxas mais altas e margens maiores.” Essa iniciativa ocorre após um período de incerteza nos mercados de crédito privado, com investidores de várias empresas de desenvolvimento de negócios buscando retirar recursos desses fundos. Gestoras de ativos alternativos, incluindo Blue Owl Capital Inc., Blackstone Inc. e Apollo Global Management Inc., limitaram, cada uma, as solicitações de resgate em fundos de crédito privado voltados para investidores de varejo no início deste ano. Sullivan afirmou que as questões de liquidez associadas a estratégias voltadas para o varejo não prejudicam as perspectivas dessa classe de ativos. "Nossos portfólios contam com uma análise de risco muito sólida e apresentam um excelente desempenho", disse ele. "Essa será uma área de bom crescimento a longo prazo." A Prudential também pretende ingressar em novas classes de ativos, incluindo participações em infraestrutura e private equity* A PGIM já atua no mercado secundário de private equity. Corte de custos A Prudential planeja intensificar suas iniciativas de redução de custos, com o objetivo de gerar US$ 750 milhões em economia antes dos impostos até 2028, em comparação com a meta anterior de US$ 150 milhões até 2027. Essas medidas incluem a transferência de parte das operações de suporte da Prudential para fora dos EUA, bem como a redução de níveis hierárquicos de gestão. Espera-se que essas ações resultem em cortes no quadro de funcionários, disse Frias na entrevista, embora a empresa não tenha uma meta definida para isso. A empresa agora prevê reduzir seu índice de despesas operacionais ajustadas — que estava em 9,5% em 2025 — em 1,5 ponto percentual ao longo dos próximos três anos. Anteriormente, a Prudential havia informado que pretendia manter esse indicador entre 8,5% e 10,5% até 2027.
Prudential busca levantar US$ 3 bilhões com saída de mercados emergentes, incluindo Brasil
Estratégia deve ser implementada ao longo dos próximos 24 a 36 meses, diz o CEO Andy Sullivan
Prudential arrecada US$ 3B saindo de cinco mercados emergentes em 24-36 meses. Redução de custos US$ 750M até 2028 e reallocation para PGIM (asset management, alvo 25% lucro) sinaliza pivot para private equity e crédito alternativo, longe de seguros tradicionais.









