“A política independe das eleições, mas se baseia por expectativas de [oportunidades de] M&A. A política é flexível o suficiente para abraçar tudo isso”, disse o presidente da companhia, Roberto Monteiro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A política de remuneração a acionistas da Prio não depende do resultado das eleições presidenciais marcadas para outubro, afirmou o presidente da companhia, Roberto Monteiro. Segundo ele, a empresa já sabia que o pleito seria polarizado, ao mesmo tempo que o plano da Prio foi construído de olho nas oportunidades de investimentos em aquisições de ativos (M&A, na sigla em inglês). Monteiro disse que a política de remuneração aos acionistas foi construída de forma flexível, de modo que novas oportunidades de M&A permitam a suspensão de distribuições de recursos para que a empresa possa acumular caixa e realizar investimentos que julgue “interessantes”. O executivo disse ser difícil prever fatos como uma possível retomada de venda de ativos maduros pela Petrobras, por exemplo. “A política independe das eleições, mas se baseia por expectativas de [oportunidades de] M&A. A política é flexível o suficiente para abraçar tudo isso”, disse Monteiro, ao participar de teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre. Janela de M&A Monteiro avalia ainda que o momento está fechado para transações de compra e venda de ativos, uma das estratégias de crescimento da companhia. Segundo ele, todas as vezes em que o preço do petróleo vai para patamares considerados extremos — muito elevados ou muito baixos — as transações desaparecem e o mercado de M&A “míngua”. O executivo estimou cenário de preço de petróleo na casa de US$ 90 o barril, já considerado “extremo”. “A partir de US$ 90, o mercado míngua. O vendedor quer vender sempre a [uma cotação de] US$ 90 e o comprador quer pagar US$ 75. O mesmo acontece quando [o barril] cai demais; dá uma ‘seca’ no mercado”, afirmou. Para ele, o momento atual é de baixo número de transações, apesar do preço do petróleo girar na casa dos US$ 75. “É um patamar normal, sim, mas com uma volatilidade que impede qualquer negócio.” Roberto Monteiro, presidente da Prio — Foto: Divulgação/Prio