0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede da mineradora Vale, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro — Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil A surpreendente decisão da Previ de pedir ao conselho da Vale para trocar o presidente do colegiado, tirando Daniel Stieler e botando em seu lugar o português Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira (Ollie), conselheiro independente, e indicado também o ex-presidente do fundo José Maurício Pereira Coelho para a vaga de Stieler, é resultado de um conjunto de razões. Primeiro, há reclamações entre os acionistas de referência da Vale quanto ao desempenho de Stieler, que integra o conselho da Vale desde 2021. Há também queixas em relação a uma excessiva concentração de poder do atual chairman. Um exemplo: nenhum diretor da mineradora é escolhido sem sua aprovação. Pessoas a par da decisão da Previ relatam que não teria havido interferência do governo e que, desde que o presidente anterior do fundo, João Fukunaga, foi demitido em outubro passado havia a intenção de sacar também Stieler da presidência do conselho. De qualquer forma, a decisão foi tomada a menos de um ano do fim do seu mandato, que termina em abril de 2027 e no início do processo eleitoral. A direção do Banco do Brasil e Lula foram avisados da movimentação que se tornou pública ontem e deram o ok. Outros acionistas relevantes da Vale, como a Bradespar, também. Circula entre pessoas ligadas à Vale a informação que Stieler estaria se movimentado, ainda que discretamente, em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência. Interlocutores de Stieler relatam que ele não extrapola do papel de chairman previsto no estatuto da Vale e nem responde a processos administrativos na empresa ou fora dela.
Por que a Previ quer trocar o presidente do conselho de administração da Vale
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